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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

stregheria


Bruxaria Italiana ou Stregheria





Nos dias de hoje a Bruxaria Italiana se popularizou, muito graças a livros de Charles G. Leland e de Raven Grimassi. Muitas pessoas tem interesse em conhecer a Stregoneria - ou Stregheria como ficou popularizada entre os livros de Grimassi - e muitos são os que clamam para si os títulos de Strega ou Stregone. Mas o que é verdadeiramente a Stregoneria? Quais são suas crenças e práticas? Bem, este é um assunto muito complexo, e tentarei explicar por meio deste pequeno artigo quais são as verdades e mentiras acerca das tão afamadas "streghe".
Em primeiro lugar devemos dizer que Stregoneria compreende uma vasta - e praticamente impossível de listar - vertentes de crenças e práticas das Bruxas que vivem na região mediterrânea da Itália.Grande parte das pessoas acham que Bruxaria Italiana é uma Religião única, aquela que é exposta nos livros de Raven Grimassi; mas isto não condiz com a realidade. Aquilo que é apresentado por Grimassi em seus livros não é nem sequer um porcento da grande gama de tradições, costumes e crenças que fazem parte do termo genérico Stregoneria. Existem centenas de Clãs, Vertentes e Tradições que podem ser classificadas como Bruxaria Italiana; cada qual com suas liturgias próprias, panteões próprios, rituais, sortilégios, encantarias e crenças próprias. E vale ressaltar que existem diferenças imensas entre um Clã e outro. Então, não é possível generalizar a Bruxaria Italiana como uma Religião única, muito menos como apenas aquilo que Grimassi apresenta em seus livros. Como exemplo simples, podemos citar que Bruxas do Norte da Itália tem crenças bem diferentes das Bruxas do Sul da Itália. As primeiras, em sua grande maioria, são cultuadoras de deuses de origem etrusca e romana, enquanto as segundas estão muito mais focadas no panteão helênico. Muitos Clãs de Bruxas do Norte são seguidoras da famosa personagem mítico-histórica conhecida por Aradia, enquanto as Bruxas do Sul nem ao menos ouviram falar da mesma. Há também muitas streghe que são Cristãs. Realizam suas encantarias, maldições e feitiços de amor invocando santos católicos, e não deixam de ir as missas no domingo, pois parte de seus poderes provém da comunhão com a hóstia e o vinho; e sim, elas chegam a amaldiçoar em nome das Chagas de Jesus.
Na Sicília existem as Animulare, que são Bruxas extremamente fechadas, que não revelam seus segredos nem mesmo para seus amigos íntimos - então, será praticamente impossível você ver um "workshop" sobre Bruxaria Siciliana em algum espaço esotérico de lá. Elas tem uma crença totalmente centrada no Culto aos Mortos, nos Vôos ao Sabba (lê-se viagens astrais) e na transfiguração. Deve-se esclarecer aqui que Sabba, para as Bruxas da Itália, não é um festival sazonal, mas sim um Local de Poder, um local no Astral onde ocorrem orgias e festas e onde as mesmas se regozijam com seu Deus das Sombras e do Prazer.
Outro Culto de Bruxas, um pouco mais conhecido na Itália é o Culto dos Benandanti. Os Benandanti eram, na região do Friuli, feiticeiros-cristãos que, durante certa época do ano, lutavam ritualisticamente com os Malandanti (as bruxas "más"), para assim assegurar uma boa colheita. Na região do Benevento temos as Janare, que celebravam seus encontros a meia-noite ao redor de uma grande nogueira sagrada e serviam nuas a Pano, o tão conhecido Deus Pã dos Gregos. Temos as Bele Butele do Veneto, que tem uma prática mais xamânica e divididas em pequenos grupos, normalmente familiares.Enfim, existem centenas de práticas bem diferentes entre si, e que são conhecidas como Bruxaria Italiana. Exatamente por este motivo, torna-se muito difícil falar pela Stregoneria como uma coisa única, como o Sr. Grimassi tenciona. Então, como posso falar sobre as crenças da mesma? Bem, posso falar apenas pelas crenças em que fui instruído por minhas antigas "professoras" e pelas poucas crenças que me foram transmitidas de mais dois praticantes genuínos de diferentes Clãs que conheço.
A Bruxaria Italiana que conheço é uma Bruxaria centrada em um culto Lunar, na adoração de Diana, Lúcifer e Aradia como tríade divina; tríade esta herdeira da tríade etrusca Uni-Tagni-Menerva. A base desta Bruxaria é centrada em três pilares: adoração a tríade supracitada, feitiçaria e leitura de augúrios e oráculos. Temos um vasto panteão de Deuses, semi-deuses, espíritos do tempo e da natureza, demônios e gênios, que atuam nas mais diversas escalas de existência. Necromancia e outras formas de comunicação com os espíritos é algo muito importante dentro de nossas práticas e não vemos os Deuses como facetas da mesma Deusa ou Deus, e sim como seres independentes, que vieram da mesma Fonte, mas que são seres distintos, assim como cada ser humano ou animal é único. Celebramos tanto em Congreghe como solitariamente, mas não admitimos em nossas práticas o tal modernismo da "auto iniciação".
Iniciação, um assunto delicado. Como ela se dá na Stregoneria? De diversas formas, mas é unânime - pelo menos nas tradições que conheço - que ela é transmitida de alguma forma. Em minhas práticas ela é transmitida através de certos Rituais, passada de geração em geração, por meio de ritos secretos que envolvem provações, transmissão de linhagem através do sangue, de certas ervas de poder e outros elementos que não estou autorizado a revelar. Cremos que, somente aqueles que nasceram com um certo Dom, que é reconhecido pelos que são Iniciados, é que podem ser aceitos no seio de nosso Clã; isso implica na exclusão de muitos os que querem seguir nossas tradições? Sim, pois há também muitos que relutam em não fazer parte de nós, mas que depois de algum tempo acabam aceitando os desígnios do Dom. Elitismo? Talvez... Nunca desejamos ser um Culto de massa, e preferimos ser ocultos do que famosos pela mídia; não desejamos arrecadar rebanhos, pois os nossos a nós virão.
Sei que também é possível um certo tipo de Iniciação através de espíritos, e algumas de nossas lendas nos contam sobre streghe que foram Iniciadas diretamente pelos espíritos de seus Clãs. Mas isto nunca foi e nunca será uma "auto-iniciação", e na maioria dos casos, a tal bruxa tentou rejeitar o que lhe estava sendo dado - afinal, o fardo da Bruxaria é muito maior do que a beleza que os neo-pagãos apresentam ao público, sendo tal fardo a dedicação e responsabilidade para com os Mistérios que, pouquíssimas pessoas estão dispostas realmente a seguir.
Um outro tipo de Iniciação bem comum nas práticas da Stregoneria é aquela familiar. A linhagem é transmitida através da ancestralidade, mas os encargos do ofício das Bruxas é também legados por Rituais e Cerimônias.
As bruxas do Clã ao qual pertenço crêem que, para que a magia seja realmente efetiva, é necessário sempre a intervenção de Diana (a Lua), Lúcifer (o Sol) e Aradia (a Terra - o ponto de equilíbrio). Os ciclos sazonais também são observados, para que haja um alinhamento com as marés de poder telúricos oriundos destes períodos, pois é Diana que nos dá o Poder, mas somente por meio da intercessão de Lúcifer (energia solar numa visão metafísica) e Aradia (energia telúrica) que alimentamos o Poder que nos é conferido. Uma de nossas regras é que, nenhuma bruxa pode morrer sem transmitir o Legado à pelo menos uma pessoa. E esta regra é literal, pois se a bruxa não o transmite, ela padece e é impedida de morrer pelos Poderosos, até que transmita o Legado.
Outro fator muito importante em nosso Culto é a adoração aos Ancestrais. Esta adoração está intimamente ligada a Necromancia e aos sacrifícios, libações e oferendas àqueles que nos transmitiram o Legado e a Marca. Sem Culto aos Ancestrais não há Bruxaria.
Pois bem, isto é Bruxaria Italiana. Uma vasta gama de práticas e crenças, espalhadas por toda a Itália, e que em sua maioria se mantém ocultas na sombra dos segredos até hoje. É um Culto a deuses ou santos, no qual somente se é admitido aqueles que foram escolhidos ou pela linhagem consangüínea, ou por carregarem no sangue o Dom adormecido por gerações e que acaba despertando. É acima de tudo, um Culto onde a feitiçaria, os encantamentos, benzeduras, maldições e poções famigeradas, são de total importância para a Bruxa.

Bruxaria X Magia


Bruxaria X Magia

Mago é quem pratica magia. Bruxo é quem pratica bruxaria. Pode parecer simples, e óbvia a diferença, e é mesmo. A Magia tem diversos ramos de estudo, e a bruxaria é apenas uma delas. A bruxaria é uma forma específica de magia que utiliza elementos da natureza. Você pode ser mago e não ser bruxo; pode trabalhar com a magia sem estar ligado à bruxaria.
O foco do mago é a própria magia. Ele lida com ela o tempo todo. Estuda correspondências, astronomia, tabelas, transfigurações, hermetismo, espíritos, cabala, cálculos diversos, necromancia e tudo o que estiver relacionado à magia mais... científica. Muitas vezes o bruxo lida somente com seus objetos de prática no dia-a-dia, como o modo de cultivo e preparo de ervas, rituais para a lua e o sol, coisas do tipo. Não que um seja melhor ou pior que o outro, ou a evolução do outro; somente o foco e o modo de trabalho são diferentes.
Uma diferença que exemplifica bastante é o uso da razão. Não que os bruxos não sejam racionais, obviamente. Mas os magos calculam milimetricamente cada ação, cada ritual, cada trabalho. Usam símbolos, círculos dentro de círculos, uma coisa cerimonial. A bruxaria é infinitamente mais simples. O bruxo colhe as ervas e no momento seguinte já está sujando as mãos para preparar um unguento.
Todo bruxo pratica magia. Mas é a magia natural, simples. A Wicca, por exemplo, tem tanto da bruxaria quanto da magia cerimonial. Athame, espada, cálice - tudo isso vem da magia cerimonial. Um bruxo pega qualquer faca que estiver ali. É uma das diferenças, mas este texto não é sobre Wicca X Bruxaria e sim Bruxaria X Magia.
Um mago é como um cientista. Sabe aquela imagem tradicional do mago sentado em meio a milhares de livros? É isso: é o pesquisador, o racional.
É bastante comum existir uma tradição familiar de bruxos. De magos? Nem tanto. Magos formam ordens.
Todo bruxo é pagão. Magos, não necessariamente. Aliás, muito raramente. A maioria dos magos é cristã. Claro que há controvérsias. Claro que há bruxas italianas (streghe) com algumas crenças cristãs. O mesmo ocorre na Irlanda. É uma característica da cultura local. A história fez isso. Quem somos nós para julgar essas pessoas? Cada um que acredite no que quiser. Estamos falando da prática da bruxaria.
Uma outra diferença, ainda citando a cultura, entre magos e bruxos, é a origem de suas práticas. Os magos possuem suas práticas centradas nas antigas tradições persas, egípcias, babilônias. Os bruxos hoje, ao menos em sua maioria, têm suas crenças enraizadas na cultura européia; celta, italiana.


história da Bruxaria


Histórias da Bruxaria

O Culto da Bruxaria e outras Tradições de Mistérios floresceram até o século IV, quando os primeiros cristãos saquearam e destruíram templos pagãos e proibiram a prática de ritos. Em 324, o imperador Constantino decretou que o cristianismo passaria a ser a religião oficial do Império Romano. Templos pagãos foram destruídos ou convertidos em igreja cristãs. Gradativamente, com o passar dos anos, os costumes pagãos foram absorvidos pelo cristianismo, e a Antiga Religião passou a ser desertada pela população, passando a existir apenas nas sombras. Somente pequenos grupos de pessoas se reuniam nos antigos locais para celebrar os ritos sazonais, pois a maioria temia os fanáticos cristãos, apesar de os habitantes de vilas e cidades ainda consultarem a bruxa local buscando curas e auxílio mágico.

No Sul da Europa, certas regiões ainda se atinham fortemente à Antiga Religião. A Toscana, no norte da Itália, era provavelmente o maior centro de paganismo, seguida de perto pela região do Benevento no centro baixo da Itália. Com o tempo, entretanto, até mesmo esses focos de resistência sucumbiram ante o poder da Igreja cristã. Em 662, um sacerdote cristão chamado Barbatus tentou, em vão, convertê-lo. O imperador Constans II levantou cerco a Benevento, ameaçando aniquilar sua população. Barbatus recebeu a promessa do imperador de que a cidade seria poupada se seus habitantes renunciassem ao paganismo. Romualdus concordou com essas condições. Em 663 Constans levantou seu cerco e Barbutus foi escolhido bispo de Benevento. Os locais de culto pagão foram destruídos e o cristianismo substituiu oficialmente o paganismo.

No norte e no oeste da Europa, a Antiga Religião sofreu intensa perseguição. Os antigos deuses pagãos locais ainda eram cultuados em pequenas aldeias, e muitos povoados possuíam uma sábia ou um sábio entendido em ervas e encantamentos. A igreja atacou violentamente esses indivíduos, rotulando-os de agentes de Satã e utilizando os versos bíblicos contra eles, o que resultou em sentenças de morte por prática de bruxaria
.

Tudo
 o que sobreviveu das crenças, cultos e práticas pagãs foi julgado demoníaco e eliminado pela teologia e pela lei cristã. O Sínodo de Roma em 743 baniu quaisquer oferendas ou sacrifícios a deuses ou espíritos pagãos. O Sínodo de Paris, em 829, emitiu um decreto advogando a execução de bruxas, feiticeiras, etc., citando as passagens bíblicas do Levítico 20:6 e do Êxodo 22:18. o mais antigo julgamento resultando em pena de morte ocorreu em 102 em Orleans, França, Execuções de bruxas ocorreram desde 1100, mas a prática não era aceita até 1300. A primeira execução na Irlanda foi a da Dama Alice Kyteler, em 1324. o primeiro julgamento público , na França, aparentemente ocorreu em 1335, envolvendo uma certa Anne-Marie de Georgel.

Um dos mais antigos exemplos de legislação secular contra a bruxaria foi instigado no século XII por Rogério II, rei normando das Duas Sicílias. Ele afirmou que o preparo de poções do amor, funcionando ou não, era crime. Em 1181, o Doge Orlo Malipieri de Veneza também editou leis punindo poções e magia. Apesar de a bruxaria
 ser um crime punível oficialmente por todo o século XIII, a febre das bruxas do norte da Europa não atingiu o sul da Europa até uniformizar o início do século XV.

Bulas papais, como a editada por Inocente VII em 1484, transformaram a perseguição às bruxas numa epidemia descontrolada. Nos primeiro ano após sua publicação, 41 pessoas forma queimadas em Como, Itália, após as diligentes investigações dos Inquisidores Dominicanos. Em 1510, 140 bruxos foram queimados em Brescia e 300 mais em Como três anos depois. Em Valcanonia, 70 pessoas foram queimadas e o Inquisidor declarou ter outras 5.000 sob suspeita. A Alemenha assistiu a mais de 6.000 execuções e os números totais da Europa Setentrional são estimados em 50.000 durante o período da Perseguição, França e Inglaterra efetuaram menos de 2.000 execuções, enquanto a Europa Oriental totalizou aproximadamente 17.000.

Em 1951, o Parlamento da Inglaterra revogou as últimas leis contra a bruxaria. Pouco tempo depois, surgiu na Grã-Bretanha uma renovação do Culto. Em 1954 e 1959, Gerald Gardner publicou seus livros, Witchcraft Today e The Meaning of Witchcraft (Macmillan, 1922), que revelaram muito acerca da real natureza do Culto. O próprio Gardner eras um bruxo inglês, e muito fez para mudar a imagem dos bruxos influenciada pelo cristianismo. Por mais estranho que pareça, os ritos revelados por Gardner contêm muitos aspectos da bruxaria
 italiana. O nome italiano Aradia surge no Sistema inglês, junto ao texto originalmente em italiano chamado The Charge of The Goddess.

Dois homens cujas pesquisas exerceram grande influência sobre Gerald Gardner foram Charles Leland e James Frazer. Leland estudou e pesquisou a bruxaria
italiana no final do século XIX e Frazer foi notabilizado por sua pesquisa acerca da relação entre magia e religião. Ambos eram autores com obras publicadas; Leland escreveu Aradia – Gospel of the Witches, além de Etruscan Magic & Occult Remedies (University Books, edição de 1963), e Frazer escreveu The Golden Bough (Macmillan, 1922), que foi, por muitos anos, um clássico na área.

Muitos dos elementos da Wicca, como relatados por Gerald Gardner, podem ser encontrados nos primeiros trabalhos de Leland e Frazer. A conhecida Sagração à Deusa, por exemplo, origina-se claramente do texto italiano encontrado em Aradia – Gospel of the Witches, de Leland, escrito quase meio século antes da versão Gardneriana. A prática cerimonial de bruxos realizarem encontros ao natural, o culto a uma Deusa e um Deus, e a prática da magia também são anteriores aos escritos de Gardner e são mencionados em Aradia – Gospel of the Witches (publicado em 1890). Tratei extensivamente desse tema em meu livro Ways of the Strega (Llewellyn, 1995), apresentando abundante documentação histórica corroborando essa idéia.

Durante os anos 1950 e 1960, a Wicca cresceu e se desenvolveu em partes da Europa, nos Estados Unidos e na Austrália. Surgiram muitas revistas Wiccanas e neopagãs, criando uma rede para a comunidade pagã. Dois dos mais bem-sucedidos periódicos eram Green Egg e Circle Network News, os quais ainda hoje são publicações importantes. Outras, como The Crystal Well, Harvest e The Shadow’s Edge forma periódicos importantes em sua época. A Wiccan Pagan Press Alliance (WPPA) serve atualmente como sistema de rede e apoio para escritores e revistas na comunidade pagã.

Durante o final da década de 1960, a Wicca oferecia uma espiritualidade alternativa a uma nova geração, e muitos dos que se envolveram com o movimento hippie desaguaram na Wicca. A Wicca era menos severa e dogmática do que os sistemas judaico-cristãos ainda dominantes nos anos 60. Isso oferecia grandes atrativos a uma geração que já vinha questionando a sociedade e as instituições que a apoiavam.

A Wicca também atraiu aqueles que haviam sofrido emocionalmente com o establishment e a Igreja, em razão de estilos de vida alternativos ou pontos de vista não-convencionais. Após o movimento hippie, que ensinara amor e individualidade, surgiu o movimento da Nova Era. Esse movimento introduziu o uso de cristais, freqüências de ondas mentais, alienígenas e tudo
 o mais que surgisse. Talvez mais do que qualquer outra, a mensagem enfocada pela Nova Era enfatizava o Self, a Individualidade. Não eram os mesmos ensinamentos acerca da individualidade dos anos 60; era muito mais abrangente e difuso.

A década de 1980 talvez tenha assistido às mais significativas mudanças até agora. A filosofia da Nova Era germinou na Wicca e encontrou solo fértil na mente aberta de seus praticantes. Em pouquíssimo tempo, muitas crenças Wiccanas foram modificadas e alteradas para acomodar uma nova geração. Essa década assistiu também a uma abundante produção de livros sobre a Wicca e outros assuntos correlatos. Novas tradições surgiam lá e cá, todas com uma idéia diferente ou um novo enfoque. Essa década desviou o foco das antigas tradições Wiccanas em favor de sistemas ecléticos.

Agora, na década de 1990, temos visto a crescente popularização dos boletins computadorizados tais quais os fornecidos por servidores como Compuserve e Americana OnLine (AOL). Esses serviços oferecem um fórum para que os Wiccanos e neopagãos possam discutir uma variedade de tópicos e formular e responder perguntas. Alguns assinantes formaram Cyber Covens, celebrando rituais on-line através do modem dos computadores. Pessoalmente, tenho minhas reservas quanto ao assunto, mas é interessante observar essa evolução moderna da Wicca.

Por causa de algumas das modificações dentro da Wicca moderna, muitos dos antigos praticantes passaram a utilizar o termo Witch (Bruxo) em vez de Wiccanos para descrever a si mesmos. Esse fenômeno passa a ser especialmente curioso quando se considera que há não muito tempo muitas dessas mesmas pessoas preferiam utilizar o termo Wiccano em razão da incompreensão do público quanto ao verdadeiro significado do que seja um Bruxo. O uso atual desse termo aparentemente indica um desejo de ser identificado como praticante de um sistema de crenças mais antigo e tradicional. Atualmente, a Wicca é formada em grande parte por tradições autogeradas fortemente fundamentadas em material eclético. Quando alguém se intitula Wiccano hoje, pode ser que se identifique com um sem-número de crenças ou práticas que um outro Wiccano não necessariamente aceitaria.

Quando descrevo a Wicca atual como uma religião da Nova Era, se comparada à Wicca de algumas décadas atrás, acodem-me algumas impressões. A Wicca é como uma árvore, e quer me parecer que as Antigas Tradições Wiccanas são as raízes. As novas Tradições Wiccanas são como as flores que se renovam na primavera, e talvez essa Nova Era seja mais uma primavera. A fragrância das flores difere da fragrância da madeira da velha árvore na qual elas crescem. Talvez a fragrância das flores seja a emanação do espírito da árvore, a essência do que a árvore produz.

Para que uma árvore floresça e continue a produzir flores e sementes, ela necessita de um sistema seguro de raízes para nutrir os novos brotos. É muito fácil nos deliciarmos com as flores enquanto esquecemos da planta como um todo. As raízes de uma planta a sustentam em condições adversas. Em muitos casos, a planta pode aparentemente desaparecer, mas a raiz sob o solo restabelecerá a planta novamente em condições ideais. Temo que, atualmente, o objetivo principal da comunidade Wiccana seja o de produzir belas flores, e que o conhecimento da árvore como um todo esteja se perdendo.

Se pudermos unir equilibradamente as novas e as velhas tradições, asseguremos que a sabedoria e o conhecimento de nossos ancestrais sobreviverão com o que nós, por nossa vez, temos a transmitir a nossos próprios descendentes. Nós somos os antigos Wiccanos de amanhã, e espero que nossa coragem e dedicação a essa antiga religião nos traga o mesmo respeito perante nossos descendentes, do mesmo modo que nós honramos os valorosos homens e mulheres que sobreviveram à Inquisição.

O que os antigos Wiccanos preservaram com suas vidas? Uma coleção de encantos e rituais? Seria apenas um confortável conjunto de crenças pré-cristãs que eles preferiam? Não – o que eles protegiam era, isso sim, uma mentalidade e uma espiritualidade. Os instrumentos e as chaves para o entendimento, através do qual os mistérios podiam ser acessados, eram mais importantes do que suas próprias vidas. Eles estavam protegendo as raízes da árvore.

Um de meus professores certas vez me disse que, se não temos nada pelo que valha a pena morrer, então não temos nada pelo que valha a pena viver. Será que arriscaríamos nossas vidas atualmente para proteger nossos Livros das Sombras se condições como as da Inquisição ainda existissem? Será que realmente compreendemos o que era tão precioso aos nossos ancestrais Wiccanos? Há uma velha história sobre um grupo de bruxos que caminhou mar adentro rumo à morte para não ser apanhado pela Inquisição. À medida que avançavam na água, eles entoavam os nomes sagrados da Deusa, até que a última de suas vozes foi silenciada sob as ondas. Esses eram bruxos que compreendiam os mistérios.

A Wicca é como uma árvore com ramos abertos, fornecendo abrigo e alimento a todos os que em sua sombra buscam refúgio. A primavera restaura o crescimento que surge sob os galhos, e da velha madeira da árvore surge então seu fruto. Ocultas sob isso tudo
 estão as raízes que suportam a árvore, mantendo-a de pé. Se essas raízes são bem alimentadas, a árvore floresce. Se as raízes não recebem coisa alguma, conseqüentemente a árvore fenecerá e tombará com o passar do tempo. As raízes da árvore que hoje chamamos Wicca necessitam de nossa atenção. Vamos nos deter e cuidar de nosso antigo jardim. 

História de Bruxas


História da Bruxas

O significado da Bruxaria: um profundo amor ao próximo, pois, segundo as bruxas, todos fazemos parte de uma mesma energia. "Não permitirás que uma bruxa viva" diz o Êxodos (XXII, 18). Esta e outras admoestações bíblicas definiram as bruxas e prescreveram o seu destino. Uma bruxa ou feiticeiro é alguém em ligação com Satanás, o Mal em pessoa, o espírito que se rebelou contra Deus.
Hoje é retratada como uma velha num vestido preto, com um chapéu pontiagudo e montando uma vassoura à Lua Cheia. As crianças vestem-se assim no Carnaval ou no Halloween. Hollywood, por outro lado, conjurou imagens de mulheres bonitas com poderes paranormais ocultos e um instinto psicótico. "Pagãos" ou religiões anti-cristãs da Nova Era, são muitas vezes identificadas com bruxas e feiticeiros porque alguns cristãos pensam que praticam bruxarias ou porque algumas dessas religiões afirmam praticar mágicas ou "o trabalho". Alguns dos membros destes grupos referem-se a si mesmos como bruxas e warlocks (bruxas machos). Alguns auto-intitulam-se feiticeiros e adoradores de Satanás.
Muitos dos bruxos e feiticeiros da Nova Era não adoram Satanás, e são associados com o oculto ou com tentativas de restabelecer religiões naturais que os seus membros associam a religiões antigas pagãs, como a céltica. Uma das mais espalhadas é a Wicca. As bruxas da mitologia cristã eram conhecidas por terem sexo com Satanás e usar os seus poderes para fazer o mal
Os poderes dos inquisidores eram tão grandes, as suas torturas tão variadas e sádicas, que as vitimas acreditavam que estavam realmente possessas.
As crueldades duraram séculos. A caça às bruxas só foi abolida em Inglaterra em 1682. A caça nos EUA teve o seu pico em 1692, em Salem, Massachusetts, onde dezenove bruxas foram enforcadas. A ultima execução judicial teve lugar na Polônia 1793. A ultima tentativa de execução teve lugar na Irlanda em 1900 quando dois camponeses tentaram queimar uma bruxa na sua lareira.
Ninguém sabe quantas bruxas, heréticos ou feiticeiros foram torturados ou queimados pela Inquisição, mas o medo que criou afetou toda a Cristandade. Ser acusado de ser uma bruxa era igual a ser condenado. Negá-lo era provar a sua culpa: claro que uma bruxa dirá que não o é, e que não acredita em bruxarias. Lancem-na ao rio! Se afogar então não é uma bruxa; se nadar, então saberemos que é bruxa e que o Diabo a ajuda. Tirem-na da água e queimem-na, pois a Igreja não gosta de verter sangue!
WICCA

Wicca , é um sinônimo para Bruxaria Moderna. Ou seja, Wicca é uma religião suave e voltada à harmonia com a Natureza, dedicada à Deusa e ao Deus. Seus praticantes são chamados de wiccans, ou bruxas. Pagão também é utilizado.
"FAZ O QUE QUISERES DESDE QUE NÃO FAÇAS MAL"
"TUDO QUE SE FAZ RETORNA EM TRIPLO"
Atualmente, ser uma bruxa continua sendo sinônimo de ser uma pessoa adoradora de Satã, de uma pessoa primitiva, perturbada e louca. E isso foge da realidade. Uma bruxa, é uma pessoa em sintonia com a Natureza, que entende de ervas, plantas, que gosta dos animais, que procura não prejudicar as pessoas nem a si mesma. Hoje em dia, as pessoas procuram na bruxaria uma forma de se sentirem poderosas, temidas. Esse mito foi criado na época de Inquisição, e é estranho como a maioria das pessoas continuam a acreditar que bruxas matam crianças, que tem relações com o diabo, entre outras baboseiras do gênero...

Segundo as bruxas, estes são os critérios para diferenciar bruxaria de satanismo:

» As bruxas usam o pentáculo com a ponta pra cima. Os satanistas invertem-no com a ponta pra baixo, tal como invertem o crucifixo.

» As bruxas nunca usam um crucifixo para qualquer fim, seja na posição correta ou invertido.

» Nunca usamos o número 666.

» Não sacrificamos animais para qualquer fim.

» Jamais fazemos às avessas nada que esteja ligado a fé cristã. Especificamente, não dizemos o Pai-Nosso de trás pra frente.

» Não celebramos Missas negras ou qualquer outra cor de missa.

» Não usamos artefatos cristão e, portanto, não precisamos arrombar igrejas cristãs para roubá-los.

» Não usamos crianças em nossos rituais. Quando nossos filhos participam em cerimônias da Arte, fazem-no nos mesmos termos dos adultos.

» Não causamos dano físico a quem quer que seja, nem projetamos danos em outros.

» Não recrutamos ou fazemos proselitismo (para quem não sabe, é o termo utilizado quando uma pessoa abraça uma religião diferente da sua). Portanto, não convencemos ninguém a mudar de religião e tornar-se pagão).

No caldeirão, a sacerdotisa prepara poção mágica com ervas
A bruxaria tradicional e natural é baseada na mitologia celta (povo que vivia em 700 a.C. onde hoje é a Escócia, Irlanda e norte da Inglaterra) mas utiliza elementos de várias civilizações primitivas e muitas vezes recorre às teorias do psiquiatra Carl Jung, que utilizou a mitologia para explicar a psique humana.
Uma das maiores habilidades da bruxa é saber direcionar a energia inesgotável da natureza a seu favor —como indica a origem da palavra wicca, do inglês arcaico wicce, que significa girar, dobrar, moldar. Os feitiços não utilizam sangue ou animais, mas símbolos mágicos e invocações aos deuses da natureza. Com esse caráter libertário, a bruxaria seduziu as feministas americanas nos anos 70.
Foram elas que deram o maior impulso ao movimento depois de a religião ter sido resgatada da clandestinidade pelo bruxo inglês Gerald Gardner, que ousou publicar um livro em 1949, dois anos antes de cair a última lei contra a bruxaria na Inglaterra. No Brasil, as bruxas —identificadas pelos seus colares e amuletos com uma estrela de cinco pontas— estão sobretudo no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Elas se reúnem nos chamados covens, grupos organizados que ensinam e praticam a Arte, um dos muitos nomes da bruxaria, também chamada de Antiga Religião ou Religião da Deusa.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

lista de demónios e o que causam




Durante os exorcismos, o maligno foi forçado, pelo poder do Senhor e da Virgem Santíssima a dizer quais são os demônios mais poderosos e quais são as orações que eles não suportam, que os fazem perder o poder e que nos liberta das enfermidades e de suas mãos.

Para comprovar os fatos verificou-se que os possuídos por tais demônios durante os exorcismos realizados, se enraiveciam durante a recitação de tais orações. Por isso, é muito bom, que as pessoas interessadas (e os seus familiares), combatam os espíritos malignos com a específica oração que os demônios não suportam e perdem as forças, como é proposto no esquema que segue abaixo:

Não suportam a oração a São Miguel:

ASMOD: demônio do ódio
ALBATROS: demônio dos males da garganta e do tórax
AROK: demônio que faz as pessoas se tornarem loucas
ALZUS: demônio das doenças nas articulações
AJROL: demônio das dores e problemas na nuca
ELVAROTH: demônio das dores e problemas nos músculos
ELAMDOR: demônio dos truques e enganos
EMAUS: demônio das dores e problemas no tornozelo
ILBAROL: demônio do nervo ciático
LÚCIFER: chefe de todos os demônios
TUBEROCH: demônio das dores nos ombros

ORAÇÃO A SÃO MIGUEL



São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contras as maldades e ciladas do demônio, ordene-lhe Deus, instantemente vos pedimos e vós príncipe da milícia celeste, pelo Divino Poder, precipitai no inferno a satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Assim seja!



Não suportam a oração a São José:

ASMODEO: demônio do sexo, da impureza, da AIDS e da sífilis
AFRAGOL: demônio da discórdia entre marido e mulher
ALDRESS: demônio da tireóide
ALFAROTH: demônio das dores nas vísceras e nos intestinos
ASTRAROM: demônio do sucesso e que faz se tornar rico
AROTH: demônio das dores e males na coluna
ALMINGO: demônio do fundo da coluna
ALFAT: demônio dos problemas e dores no fígado
ALMAR: demônio dos problemas e dores nos tendões
ANATROS: demônio dos nervos dos pés
EMOL: demônio dos problemas da garganta
EMADOR: demônio da rótula
ELCHEMER: demônio dos problemas da pele
IMADOR: demônio dos problemas dos nervos do corpo
MIVAR: demônio da tuberculose
ULVAR: demônio dos problemas no útero com fibroma e da barriga
UTERH: demônio dos problemas nos quadris
ZAIS: demônio das infecções
ZELCOL: demônio dos problemas no osso cervical



ORAÇÃO A SÃO JOSÉ



A vós recorremos, ó Bem-Aventurado São José, em nossas tribulações e depois de ter implorado o auxílio de vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança, solicitamos também a vossa proteção. Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu ? Virgem Imaculada, Mãe de Deus e pelo amor paternal que tivestes para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno sobre a herança que Jesus Cristo conquistou com o seu sangue e nos assistais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providentíssimo da Sagrada Família, a raça eleita de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai Amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assistí-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas dos seus inimigos e de toda a adversidade. Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, afim de que, a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no céu a eterna bem-aventurança. Amém!



Não suportam a Santa Missa:





ALBAMAMMAN: demônio que não faz entrar nas Igrejas
ALVAR: demônio do álcool e da embriagues
ULBADOR: demônio dos problemas e dores nas coxas

Não suportam a oração do Credo

ALMARENGO: demônio das adivinhações
AMATRON:demônio dos problemas nos brônquios
ASTAROTH: demônio dos problemas e dores nos olhos
BELZEBUL: demônio da discórdia





Creio em Deus-Pai, todo poderoso,
criador do céu e da terra e em jesus cristo seu único filho, Nosso Senhor
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo ,nasceu da Virgem Maria , padeceu sob Poncio Pilatos
Foi crucificado, morto e sepultado desceu a mansão dos mortos ,ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus está sentado à direita de Deus Pai de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos
Creio no Espírioto Santo, na Santa Igreja Católica ,na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados na ressurreição da carne ,na vida eterna .Amém.



Não suportam a reza do rosário





ALFAGOR: demônio que causa problemas nos rins
ALKAR: demônio dos problemas das dobraduras nos joelhos
AMICOL: demônio da insônia
ARAVAT: demônio que causa alergias
AUAN: demônio da falência e de todas as espécies econômicas
BENTLAN: demônio dos problemas no cérebro
BULGAR: demônio que causa a hepatite
Demônio do suicídio
ELVAR: demônio que não faz estudar
ELVADOS: demônio dos cistos no ovário
ELVADOS: demônio dos problemas nas panturrilhas
EVAUS: demônio das obsessões
ILDROK: demônio das febres aos quais não se conhece a causa
ILVASTOR: demônio da carne, da fornicação
LULUS: demônio dos tics e dos distúrbios acompanhados com vulgaridades e blasfêmias
MATRUS: demônio das doenças nos filamentos do cérebro
NUBILAR: demônio do mal de ALZHEIMER
OLMAR: demônio das doenças na caixa torácica
PASSIONASS: demônio do exaurimento nervoso
TENEBROS: demônio dos problemas na cabeça
UBADAS: demônio do mal de PARKINSON
ULDERIC: demônio das doenças nas ligaduras dos nervos
ULDERIG: demônio do rancor
UNER: demônio dos problemas no cabelo
UNGIADOR: demônio da gastrite
VANTUS: demônio da malária
ZEUR: demônio dos problemas e dores nos dedos
ZEUS: demônio da mente e problemas mentais

Não suportam a oração da Salve Rainha

ARATOS: demônio que causa o desconforto 
ELVARIST: demônio dos problemas nas cordas vocais.



Salve, Rainha, mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve!
A vós bradamos os degredados filhos de Eva .A vós suspiramos, gemendo e chorando
neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa,esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre,
Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria
Rogai por nós santa Mãe de Deus
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.Amém



Não suportam o terço da misericórdia:





ALAMAGAS: demônio das úlceras
ANDRAPOS: demônio das doenças nos intestinos
ENDIOR: demônio dos eczemas
TARTANASS: demônio da homeopatia

Não suportam a oração a Maria contra as invasões diabólicas:



ALBADRAS: demônio das hérnias

ALLAB: demônio que faz as pessoas se drogarem impedindo a sua libertação

ALVADOR: (demônio da lepra), não suporta o rosário e a santa comunhão

ANGRADAR: (demônio que não faz encontrar um emprego), não suporta a consagração a Maria Santíssima e a São José

AULTALDAN: (demônio da depressão), não suporta o Magnificat (Lc1, 47-55) e a oração a Nossa Senhora roda dos montes

GRADALAN: (demônio da esterilidade masculina e feminina), não suporta a Consagração a São José e a consagração a Maria.

IDRATAN: (demônio que causa os acidentes nas estradas e ruas), não suporta a oração a São Cristovão

IGGIAR: (demônio que coloca vozes na mente das pessoas, perturbando-as), não suporta o terço de Nossa Senhora das dores.

CIMARASTAL: (demônio que induz ao lesbianismo), não suporta a oração das 12 estrelas de Maria e a oração a Medalha Milagrosa

DRINDILLON: (demônio das hemorróidas), não suporta a oração das sete ofertas do preciosíssimo sangue de Jesus

IMASTOLANGORLSH: (demônio que perturba o ciclo menstrual), não suporta a Consagração ? Divina Vontade

INDON: (demônio da epilepsia), não suporta a Oração ao Preciosíssimo Sangue e a oração a Santa Gemma Galgani

JANADAR: (demônio do olhar das pessoas maldosas), não suporta a oração a São Raimundo Nonato e a oração a Santo Elpídio

LAMAFAGAR: (demônio que faz as pessoas terem medo da água, dor rios, lagos e mares), não suporta a novena ao Espírito Santo

MADAGASCALH: (demônio das córneas), não suportam a oração a Santa Luzia e o rosário de Santa Rita de Cássia

MASSALANDANH: (demônio que causa a menopausa precoce), não suporta a oração a Nossa Senhora da Saúde, a novena a Santa Ana e a oração a Santa Amália

MATTADATTAR: (demônio que é invocado nas missas negras para impedir a libertação das pessoas enfeitiçadas e possuídas), não suportam a oração das Pias súplicas a São José

Estamos num tempo em que até setores da Igreja chegam ao cúmulo do absurdo de negar a existência do demônio e do inferno.

A Igreja pede que não se dê nomes aos anjos, em especial porque temos hoje um culto errado que mistura anjos bons e verdadeiros com anjos cabalísticos de Maomé. Mas no caso destes demônios, seus nomes são conseguidos pelos padres exorcistas da Igreja, e portanto é possível saber com certeza, e qual a sua área de atuação.

Como se pode ver, tal como entre os médicos existe a especialização em cada área do corpo humano, também os espíritos maus se tornam especialistas em atormentar certas áreas do corpo.

Anneliese Michel - A verdadeira Emily Rose



http://www.youtube.com/watch?v=6C3YuQnovkY


Anneliese Michel (Leiblfing, Alemanha, 21 de setembro de 1952 — Klingenberg am Main, 1 de julho de 1976) foi uma jovem alemã de família católica que acreditava ter sido possuída por uma legião de demônios, tendo sido submetida a uma intensa série de sessões de exorcismo pelos padres Ernest Alt e Arnold Renz em 1975 e 1976.


As graves conseqüências atribuídas ao ritual de exorcismo sobre a jovem motivaram a abertura de um processo criminal pelos promotores de justiça locais contra os pais de Anneliese e os padres exorcistas, causando uma grande polêmica em toda a Europa e dividindo a opinião pública mundial. O Caso Klingenberg, como passou a ser conhecido pelo grande público, deu origem a vários estudos e pesquisas, tanto de natureza teológica quanto científica, e serviu como inspiração para os filmes O Exorcismo de Emily Rose, dirigido pelo cineasta estadunidense/norte-americano Scott Derrickson, e Requiem, dirigido pelo polêmico cineasta alemão Hans-Christian Schmid.

Infância
Anneliese Michel nasceu em Leiblfing, no estado federal alemão da Baviera, mas foi criada com as suas três irmãs no pequeno município de Klingenberg am Main. Seus pais, Anna e Josef Michel, muito religiosos, lhe deram uma educação profundamente católica. O pai de Anneliese mantinha a família trabalhando em uma serraria.


Tratamento médico
Em 1968, com apenas dezesseis anos, Anneliese começou a apresentar sintomas e comportamentos que foram diagnosticados a princípio como epilepsia aliada a um quadro aparente de esquizofrenia, após vários exames na Clínica Psiquiátrica de Würzburg.

Durante a noite, o corpo de Anneliese subitamente se tornava rígido, sentindo um enorme peso sobre o peito, além de uma total incapacidade de falar.

Anneliese foi então enviada para o internamento no Hospital Psiquiátrico de Mittleberg, onde ela permaneceu em tratamento intensivo durante um período de aproximadamente um ano. Quando finalmente recebeu alta, foi ainda capaz de completar os seus estudos secundários e matricular-se na Universidade de Würzburg, onde iniciou os seus estudos em pedagogia.

Entretanto, durante todo esse tempo, Anneliese afirmava continuar escutar vozes ameaçadoras que diziam que ela "queimaria no Inferno" e ter visões assustadoras que ela mesma atribuiu a uma possessão demoníaca. Sem que os médicos encontrassem uma cura definitiva e sem uma explicação satisfatória para os sofrimentos da jovem, os seus pais começaram a cogitar que sua filha, de fato, estava possuída por alguma força sobrenatural maligna. Anneliese agora tinha visões de faces demoníacas durante as suas preces diárias, enquanto aumentava a sua intolerância a lugares e objetos sagrados e mergulhava cada vez mais em crises depressivas.

Durante todo esse período de tempo e até perto do final das sessões de exorcismo, Anneliese foi medicada com poderosos psicotrópicos. No início com Aolept (periciazina), que evita as convulsões por meio de sua ação direta no sistema nervoso, e depois com Tegretol (carbamazepina). A medicação se revelou ineficaz em deter as convulsões e fazer desaparecer as visões e vozes, que se tornaram mais e mais freqüentes para a jovem Anneliese.


O exorcismo
No verão de 1973, os pais de Anneliese foram até a paróquia local solicitando aos religiosos que submetessem a sua filha ao ritual de exorcismo. A princípio, o pedido foi negado, uma vez que a doutrina da Igreja Católica com respeito a essas práticas é muito restrita. Segundo a Igreja, dentre outras coisas, os possuídos devem ser capazes de falar línguas que nunca tenham estudado, manifestar poderes sobrenaturais e mostrar grande aversão aos símbolos religiosos cristãos.

Algum tempo depois, o padre Ernst Alt, considerado um perito no assunto, conclui que Anneliese já reunia as condições suficientes para a realização do exorcismo, de acordo com os procedimentos prescritos no Rituale Romanum.

Por essa época, Anneliese já tinha assumido um comportamento cada vez mais irascível. Ela insultava, espancava e mordia os outros membros da família, além de dormir sempre no chão e se alimentar com moscas e aranhas, chegando a beber da própria urina. Anneliese podia ser ouvida gritando por horas em sua casa, enquanto quebrava crucifixos, destruía imagens de Jesus Cristo e lançava rosários para longe de si. Ela também cometia atos de auto-mutilação, tirava suas roupas e urinava pela casa com freqüência.

Em 1974, após acompanhar de perto o comportamento de Anneliese, o padre Ernest Alt finalmente decidiu solicitar permissão ao Bispo de Würzburg para realizar o exorcismo e a permissão foi concedida.


Após efetuar uma exata verificação da possessão (Infestatio) em setembro de 1975, o Bispo de Würzburg, Josef Stangl, autorizou os padres Ernest Alt e Arnold Renz a realizarem os rituais do Grande Exorcismo, cuja base é o Rituale Romanum, que ainda era, à época, uma lei canônica válida desde o século XVII.

No rito do exorcismo o padre deve portar um crucifixo e uma Bíblia, para poder utilizar as palavras ditas por Jesus Cristo com precisão. Deve fazer o sinal da cruz, abençoar a pessoa possuída e aspergir sobre ela água benta. O padre então ordena com fé e firmeza que o demônio deixe o corpo do possesso e ora pedindo pela salvação da vítima em nome de Jesus Cristo. As orações denunciam a ação maléfica de Satanás e rogam pela misericórdia de Deus. Normalmente, os padres levam o possesso para uma igreja ou capela, onde podem realizar o rito reservadamente, apenas com a presença dos familiares. As sessões de exorcismo não têm um prazo de duração específico, podendo se estender durante horas, dias ou meses.

No caso de Anneliese, as 67 sessões de exorcismo que se seguiram, numa freqüência de uma ou duas por semana, se prolongaram inicialmente por cerca de nove meses, durante os quais ela muitas vezes tinha que ser segurada por até três homens ou, em algumas ocasiões, acorrentada. Ela também lesionou seriamente os joelhos em virtude das genuflexões compulsivas que realizava durante o exorcismo, aproximadamente quatrocentas em cada sessão.

Nas sessões, que foram documentadas em quarenta fitas de áudio para preservar os detalhes, Anneliese manifestou estar possuída por, pelo menos, seis demônios diferentes, que se autodenominavam Lúcifer, Caim, Judas, Nero, Hitler e Fleischmann, um padre caído em desgraça no século XVI.

Todavia, o Rituale Romanum, assim como o tratamento com psicotrópicos, também não surtiu o efeito desejado.


A Virgem
Durante o período em que esteve submetida ao exorcismo, onde continuava tomando os medicamentos, Anneliese relatou um sonho, onde teria se encontrado com a Virgem Maria, e que ela lhe teria proposto duas escolhas para a sua condição: ou ser liberada logo do jugo dos demônios ou continuar o seu martírio para que todos soubessem que o mundo espiritual e ação dos demônios no mundo existem de fato. Anneliese teria escolhido a segunda opção.

Segundo entendimento do ensaísta Elbson do Carmo, em seu artigo [1], no Universo Católico:

 Anneliese optou pelo martírio voluntário, alegando que seu exemplo enquanto possessa serviria de aviso a toda a humanidade de que o demônio existe e que nos ronda a todos, e que trabalhar pela própria salvação deve ser uma meta sempre presente. Ela afirmava que muitas pessoas diziam que Deus está morto, que haviam perdido a fé, então ela, com seu exemplo, lhes mostraria que o demônio age, e independe da fé das pessoas para isso. 

— Universo Católico 


Falecimento
Em 1 de julho de 1976, no dia em que Anneliese teria predito sua liberação, morreu enquanto dormia. À meia-noite, segundo o que afirmou, os demônios finalmente a deixaram e ela parou de ter convulsões. Anneliese foi dormir exausta, mas em paz, e nunca mais acordou, falecendo aos 23 anos de idade. A autópsia considerou o seu estado avançado de desnutrição e desidratação como a causa de sua morte por falência múltipla dos órgãos. Nesse dia, o seu corpo pesava pouco mais de trinta quilos.


Julgamento
Logo após o falecimento de Anneliese, os padres Ernest Alt e Arnold Renz fizeram o comunicado do óbito às autoridades locais que, imediatamente, abriram inquérito e procederam às investigações preliminares.

Os promotores públicos responsabilizaram os dois padres e os pais de Anneliese de homicídio causado por negligência médica. O bispo Josef Stangl, embora tivesse dado a autorização para o exorcismo, não foi indiciado pela promotoria em virtude de sua idade avançada e seu estado de saúde debilitado, vindo a falecer em 1979. Josef Stangl foi quem consagrou bispo o padre Joseph Ratzinger, que no futuro se tornaria o Papa Bento XVI.

O julgamento do processo, que passou a ser denominado como o Caso Klingenberg (em alemão: Fall Klingenberg), iniciou-se em 30 de março de 1978 e despertou grande interesse da opinião pública alemã. Perante o tribunal, os médicos afirmaram que a jovem não estava possuída, muito embora o Dr. Richard Roth, ao qual foi solicitado auxílio médico pelo padre Ernest Alt, teria feito a afirmação à época que não havia medicação eficaz contra a ação de forças demoníacas (cfe. fonte original: "there is no injection against the devil").

Os médicos psiquiatras, que prestaram depoimento, afirmaram que os padres tinham incorrido inadvertidamente em "indução doutrinária" em razão dos ritos, o que havia reforçado o estado psicótico da jovem, e que, se ela tivesse sido encaminhada ao hospital e forçada a se alimentar, o seu falecimento não teria ocorrido.

A defesa judicial dos padres foi feita por advogados contratados pela Igreja. A defesa dos pais de Anneliese argumentou que o exorcismo tinha sido ato lícito e que a Constituição Alemã protege os seus cidadãos no exercício irrestrito de suas crenças religiosas.

A defesa também recorreu ao conteúdo das fitas gravadas durante as sessões de exorcismo, que foram apresentadas ao tribunal de justiça, onde, por diversas vezes, as vozes e os diálogos — muitas vezes perturbadores — dos supostos demônios eram perfeitamente audíveis. Em uma das fitas é possível discernir vozes masculinas de dois supostos demônios discutindo entre si qual deles teria de deixar primeiro o corpo de Anneliese. Ambos os padres demonstraram profunda convicção de que ela estava verdadeiramente possessa e que teria sido finalmente libertada pelo exorcismo, um pouco antes da sua morte.

Ao fim do processo, os pais de Anneliese e os dois padres foram considerados culpados de negligência médica e foi determinada uma sentença de seis meses com liberdade condicional sob fiança.


Exumação
Antes do início do processo, os pais de Anneliese solicitaram às autoridades locais uma permissão para exumar os restos mortais de sua filha. Eles fizeram esta solicitação em virtude de terem recebido uma mensagem de uma freira carmelita do distrito de Allgaeu, no sudoeste da Baviera. A freira relatou aos pais da jovem que teria tido uma visão na qual o corpo de Anneliese ainda estaria intacto ou incorrupto e que esta seria a prova definitiva do caráter sobrenatural dos fatos ocorridos. O motivo oficial que foi dado às autoridades foi o de que Annieliese tinha sido sepultada às pressas em um sarcófago precário.

Os relatórios oficiais, entretanto, divulgaram a informação que o corpo já estava em avançado estado de decomposição. As fotos que foram tiradas durante a exumação jamais foram divulgadas. Várias pessoas chegaram a especular que os exumadores moveram o corpo de Anneliese do antigo sarcófago para o novo, feito de carvalho, segurando-o pelas mãos e pernas, o que seria um indício de que o corpo não estaria na realidade muito decomposto. Os pais e os padres exorcistas foram desencorajados a ver os restos mortais de Anneliese. O padre Arnold Renz mais tarde afirmou que teria sido inclusive advertido a não entrar no mortuário.


 Legado
Em 1999, na cidade do Vaticano, o Cardeal Jorge Medina Estevez apresentou aos jornalistas a nova versão do Rituale Romanum, que vinha sendo usado pela Igreja Católica desde 1614. A nova versão, escrita em latim em 84 páginas com encadernação de couro carmim, veio depois de mais de dez anos de estudos e é denominada De exorcismis et supplicationibus quibusdam (em português: "De todos os gêneros de exorcismos e súplicas"). O Cardeal Estevez afirmou, durante a divulgação do rito reformado, que "a existência do demônio não é um ponto de vista, algo no qual se possa decidir acreditar ou não". O Papa João Paulo II aprovou o novo rito de exorcismo que agora é adotado em todo o mundo católico.

Segundo o Cardeal Jacques Martin, ex-administrador da Casa Pontifícia, em seu livro My Six Popes, o próprio Papa João Paulo II teria realizado um exorcismo em 1982, expulsando um demônio de uma mulher italiana que lhe fora trazida contorcendo-se, gritando e lançando-se ao chão. O Papa João Paulo II teria ministrado ainda dois outros exorcismos durante o seu pontificad.

Nos dias atuais, o túmulo de Anneliese Michel em Klingenberg am Main tornou-se um local de peregrinação para os cristãos que a consideram uma devota que experimentou extremos sacrifícios em um martírio voluntário para possibilitar a salvação espiritual de muitos.