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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Doppelgänger








Doppelgänger, segundo as lendas germânicas de onde provém, é um monstro ou ser fantástico que tem o dom de representar uma cópia idêntica de uma pessoa que ele escolhe ou que passa a acompanhar (como dando uma ideia de que cada pessoa tem o seu próprio). Ele imita em tudo a pessoa copiada, até mesmo as suas características internas mais profundas. O nomeDoppelgänger se originou da fusão das palavras alemãs doppel (significa duploréplica ou duplicata) e gänger (andanteambulanteou aquele que vaga).





Controvérsia

Existem muitas controvérsias sobre como esta criatura misteriosa é tratada: uns dizem que ela anuncia maus agouros, enquanto outros ditam que é uma representação acentuada do lado negativo de uma pessoa. No primeiro caso, diz-se que ver o seu própriodoppelgänger é um sinal de morte iminente, pois a lenda reza que a pessoa está vendo a sua própria alma projetando-se para fora do corpo para assim embarcar para o plano astral. Em outras circunstâncias, se o Doppelgänger é visto por amigos ou parentes, isso é um anúncio de má sorte ou de problemas emocionais que se aproximam. No segundo caso, há quem diga que ele assume o negativo da pessoa para tentar sobre a mesma uma influência negra, de modo a converter a pessoa a fazer coisas cruéis ou simplesmente coisas que ela não faria naturalmente. Ainda existem aqueles que especulam que o doppelgänger seja um tipo de "conselheiro" invisível para a pessoa, seja dando avisos ou implantando idéias. Dado este plano, acredita-se que o doppelgänger somente é visível para quem o tem, e mesmo em tal circunstância ele só pode ser visto espiritualmente, pois ele não se reflete em espelhos ou qualquer superfície física. Estima-se também que cães e gatos podem ver os doppelgänger dos seres humanos, embora isso seja ainda não comprovado. Em parte há quem credite o doppelgänger como sendo o polar oposto de seu dono, ou seja, se a pessoa é boa, o doppelgänger é mau, ou o oposto.

Visão científica

O fenômeno Doppelgänger, segundo os meios científicos, é provocado pelo mau funcionamento da junção temporo-parietal, uma região do cérebro responsável pela integração de várias sensações (táteis, visuais e de posicionamento do corpo) que constantemente chegam ao cérebro, "montando" a forma pela qual se entende o mundo e o posicionamento do corpo em relação ao que está ao redor. O mau funcionamento dessa região pode, portanto, acarretar o desacoplamento da percepção inconsciente do corpo e da sua representação no espaço. Quando as sensações táteis, de equilíbrio e visuais não coincidem entre si, a compreensão da localização do corpo e do que é pessoal ou extrapessoal perde-se, e tem-se a origem da intrigante sensação autoscópica ou extracorpórea, o que poderia explicar a visão do Doppelgänger.



Casos famosos

Sempre houve relatos sobre pessoas (célebres ou não) que afirmam terem visto o que poderia ser o seu Doppelgänger. Um possível caso de Doppelgänger seria o da professora Emilie Sagée, de 32 anos. Ela alega ter visto seu Doppelgänger do outro lado da janela dasala de aula onde lecionava.
Os seus alunos também viram o Doppelgänger da professora e ficaram chocados. O Doppelgänger da professora apareceu quando ela escrevia no quadro-negro. Seu Doppelgänger já aparecia regularmente no refeitório e nos corredores da escola. Esse acontecimento resultou na demissão da professora. O caso foi contado pelo escritor americano Robert Dale Owen.
No filme Terror em Silent Hill,há o conceito de doppelganger quando surge a história de Alessa Gillespie,que após ser queimada por um culto religioso da cidade,decide separar seu lado bom, que passa a viver fora da cidade sendo cuidada por Rose e Christopher da Silva. Existe também a sua parte negativa,Dark Alessa. O trio é interpretado pela mesma atriz,Jodelle Ferland.
Na série de televisão The Vampire Diaries, há um caso de Doppelgänger, contudo a Doppelgänger é vista apenas como uma cópia. A protagonista (Elena Gilbert) é Doppelgänger da antagonista (Katherine Pierce). No episódio da terceira temporada Bringing Out The Dead é revelado que Katherine Pierce é a Doppelgänger de "Tatia", a garota que, por ter sido usada em um ritual que envolveu seu sacrifício, teria dado origem as cópias.
Em outra série de televisão, How I Met Your Mother, os cinco personagens principais da trama encontram seus respectivosDoppelgänger em diversos episódios da série. A personagem Lily Aldrin possui uma Doppelgänger stripper, Marshall Eriksen possui um Doppelgänger latino com bigode, Robin Scherbatsky possui uma Doppelgänger homossexual, Barney Stinson possui umDoppelgänger médico e Ted Mosby possui um Doppelgänger lutador latino de campeonatos de humanos versus robôs.
Nas séries de televisão, Stargate SG-1 e Stargate Atlantis, se vê os dois tipos de Doppelganger. Enquanto que em SG-1, o Doppelganger sai de um cristal e tenta curar o emocional do personagem Jack O'Neill, em Atlantis, o Doppelganger que sai de um cristal similar tem características sombrias. Ele não assume corpo próprio, mas em contrapartida, se move entre os corpos, causando pesadelos aterrorizantes.
No jogo Tomb Raider: Underworld, Lara Croft possui uma Doppelgänger com vontades próprias, diferentemente de sua primeira, deTomb Raider: Anniversary e Tomb Raider, que executava os exatos mesmos movimentos de Lara.
Consta também no jogo "Devil May Cry 3", onde em uma determinada fase você enfrenta o seu 'lado oposto' todo negro, envolto em sombras. Ao vencer a batalha você recebe o poder Doppelganger, onde uma cópia sua aparece atrás do inimigo copiando seus golpes.
No jogo Castlevania:dawn of sorrow,o personagem principal Soma cruz pode conseguir uma habilidade chamada Doppelganger para poder mudar de armas e poderes facilmente.
No jogo Ragnarök Online, o MVP Doppelgänger, habita o topo da torre de geffen. representado por um espadachim, que seria uma classe de honra, confiavel e leal, exatamente seu oposto, ou seja por fora igual, por dentro o oposto.
No jogo "The Legend of Zelda: Ocarina of Time", o herói Link luta contra seu Doppelganger no Templo da Água. Ele é o oposto de Link, já que é negro e sombrio, e age como um espelho, repetindo todos os ataques que Link faz com a espada

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Experiência de quase-morte

Experiência de quase-morte


Ficheiro:Hieronymus Bosch 013.jpg


O termo experiência de quase-morte ou EQM refere-se a um conjunto de visões e sensações frequentemente associadas a situações de morte iminente por motivo de hipóxia cerebral, geralmente derivadas de paradas cardiorrespiratórias, sendo as mais divulgadas o efeito-túnel e a experiência fora-do-corpo (EFC ou OOBE, também denominada autoscopia). O termo foi cunhado pelo Dr. Raymond Moody em seu livro Vida Depois da Vida, escrito em 1975.




Apesar de frequentemente associadas a uma experiência mística, essas visões tendem a ser explicadas pela comunidade científica como uma resposta secundária fisiológica do cérebro à hipóxia. Em alguns casos, a morte clínica do paciente chegou a ser atestada pelos médicos, mas em nenhum deles houve a confirmação de morte cerebral. No entanto, durante o procedimento de ressuscitação, a equipe médica raramente consegue manter registros sobre as funções cerebrais, pois a emergência exige atenção total ao sistema cardiopulmonar. Por isso, há relatos de situações nas quais o sinal do EEG indica que o cérebro chegou a ficar sem atividade.

Descrição





As pessoas que viveram o fenômeno relatam, geralmente, uma série de experiências comuns, descritas nos estudos de Elizabeth Kubler-Ross (1967), tais como:




um sentimento de paz interior;

a sensação de flutuar acima do seu corpo físico;

a impressão de estar em um segundo corpo, distinto do corpo físico;

a percepção da presença de pessoas à sua volta;

a visão de seres espirituais;

visão de 360º;

sensação de que o tempo passa mais rápido ou mais devagar;

ampliação de vários sentidos;

a sensação de viajar através de um túnel intensamente iluminado no fundo (efeito túnel).



Nesse espaço, a pessoa que vive a EQM percebe a presença do que a maioria descreve como um "ser de luz", embora seu significado possa variar conforme os arquétipos culturais, a filosofia ou a religião pessoal. O portal entre essas duas dimensões é também descrito como a fronteira entre a vida e a morte. Por vezes, alguns pacientes que viveram essa experiência relatam que tiveram de decidir se queriam ou não regressar à vida física. Muitas vezes falam de um campo, uma porta, uma sebe ou um lago, como uma espécie de barreira que, se atravessada, implicaria não regressarem ao seu corpo físico.



Com a multiplicação de referências a acontecimentos comparáveis à experiência de quase-morte, iniciou-se uma nova corrente, em que diversos pesquisadores de todo o mundo deram início à discussão e à análise do fenômeno de forma mais aberta. Grupos da comunidade médica passaram a olhar para a morte e a sobrevivência da consciência sob uma nova perspectiva, como ocorre, por exemplo, na Associação Brasileira de Medicina Psicossomática. Existem observadores que negam as explicações científicas e atribuem esse fenómeno a experiências religiosas causadas por Deus ou tendo outra origem sobrenatural, enquanto outros recorrem a explicações científicas ousadas como a memória genética ou a simbolização do nascimento biológico.







Após a experiência de quase-morte, muitas pessoas declaram terem alterado seus pontos de vista em relação ao mundo e às outras pessoas. As mudanças comportamentais geralmente são significativamente positivas, e o principal fator para a mudança é a perda do medo da morte (tanatofobia). Em geral, a pessoa diz enxergar o mundo de maneira mais vívida, ser inundada por sentimentos de bondade e amor ao próximo, ter vontade de ajudar os necessitados, sentir abertura a uma forma de religiosidade não-dogmática e a crenças orientais como a reencarnação, aceitar-se mais e aceitar mais os outros, perder o sentido de importância do ego e se preocupar menos com as opiniões dos outros. Essas pessoas alegam que passaram a valorizar mais as suas vidas e as dos outros, reavaliaram os seus valores, a ética e as prioridades habituais e tornaram-se mais serenas e confiantes.





http://esquilo-pt.blogspot.pt/2008/12/apresentao-experincias-de-quase-morte.html









Ectoplasma

FENÔMENOS DE EFEITOS FÍSICOS:







– ECTOPLASMA










11.1 - O QUE É ECTOPLASMA?




a) Ectoplasma, para a ciência acadêmica, é a parte da célula que fica entre a membrana e o núcleo, ou a porção periférica do citoplasma.



b) Ectoplasma: Termo criado por Charles Richet. É uma substância que se acredita seja a força nervosa e tem propriedades químicas semelhantes as do corpo físico, donde provém. Apresenta-se viscoso, esbranquiçado (quase transparente, com reflexos leitosos) e é evanescente sob a luz. É considerado a base dos efeitos mediúnicos chamados "físicos", pois através dele os espíritos podem atuar sobre a matéria.



c) Entretanto, para os espíritos o ectoplasma é geralmente conhecido como um plasma de origem psíquica, que se exsuda principalmente do médium de efeitos físicos, e algo dos outros médiuns.





Trata-se de substância delicadíssima que, situa-se entre o perispírito e o corpo físico. Embora seja algo disforme, é dotada de forte vitalidade, por cujo motivo serve de alavanca para interligar os planos físico e espiritual.

d) Historicamente o ectoplasma tem sido identificado como algo que é produzido pelo ser humano que, em determinadas condições, pode liberá-lo, produzindo fenômenos diversos.



11.2 - CARACTERÍSTICAS DO ECTOPLASMA:



O ectoplasma é de difícil manipulação, é pegajoso, não se molda facilmente, por isso exige treinamento e técnicas para que os espíritos se utilizem deste fluido.



Não é o espírito que se materializa e sim o ectoplasma que se adere a forma do perispírito do espírito.



O ectoplasma sofre muito a influência da luz do dia e da luz branca, ocorrendo interferências no fenômeno, o ideal é utilizar uma luz de tom avermelhado.









Pode ocorrer materialização sob o efeito da luz branca mas é necessário ter muito ectoplasma (em abundância), também é difícil tirar-se foto com flash de materialização, porque no momento do flash há interferência.



Não é o ectoplasma puro que exala do médium que é usado diretamente nas materializações, é necessário combiná-lo com outros fluidos (espirituais, físicos (kundalini-material , líquido nervoso + líquidos

do corpo do médium e da natureza) ou seja na materialização é utilizado ectoplasma elaborado.



A presença de apenas uma pessoa incrédula no ambiente dificulta ou até impede a aderência do ectoplasma no perispírito do espírito.



11. 3 - ECTOPLASMA É UMA COMBINAÇÃO DE FLUIDOS:



A palavra ectoplasma dá idéia de que se trata de algo único, mas na verdade é um grande conjunto, formado pela combinação dos fluidos do espírito com o fluido animalizado do médium e com os fluidos ambientes.



Na obra “Nos Domínios da Mediunidade”, Áulus explica-nos o seguinte: “- Aí temos o material leve e

plástico de que necessitamos para a materialização.

Podemos dividi-lo em três elementos essenciais, em nossas rápidas noções de serviço, a saber:



Fluidos A – representando as forças superiores e sutis da esfera espiritual;



Fluidos B – definindo os recursos do médium e dos companheiros que o assistem;



Fluidos C – constituindo energias tomadas à natureza terrestres.



Os Fluidos A podem ser os mais puros e os Fuidos C podem ser os mais dóceis; No entanto os Fluidos B, nascidos da atuação dos companheiros encarnados e, muito notadamente, do médium, são capazes de estragar os mais nobres projetos.

Nos círculos em que os elementos A encontram segura colaboração de B, a materialização de ordem

elevada assume a sublimidade dos fenômenos.



11.4 - OS ESPÍRITOS NÃO PRODUZEM ECTOPLASMA



Todos os estudos feitos, sobre as materializações de espíritos e os chamados “efeitos físicos”, demonstram que esses fenômenos ocorrem somente na presença de pessoas que podem fornecer ectoplasma.



Isto leva à óbvia conclusão de que os espíritos não “produzem” ectoplasma. Eles apenas podem manipulá-lo.

Uma observação mais cuidadosa leva, inclusive, à conclusão de que esta “manipulação” somente pode ocorrer com a conivência, consciente ou “inconsciente” dos encarnados que fornecem o ectoplasma.





Se assim, não fosse, esses fenômenos ocorreriam com tal freqüência e intensidade, no cotidiano da humanidade, que os desencarnados passariam a participar diretamente do mundo dos encarnados.



Deste modo, pode-se deduzir que o ectoplasma é um atributo do corpo físico, portanto da matéria, uma vez que o corpo humano é material, embora seja controlado pelo espírito nele encarnado.





O que se pode admitir que aconteça é que, os espíritos encarnados, em contato com a matéria (corpo), durante a encarnação, manipulam-na (a matéria) de tal modo a produzirem o que chamamos de ectoplasma.

Essa produção se daria, de modo automático e inconsciente, desde a concepção até o desencarne.



11.5 - OS TIPOS DE ECTOPLASMA:



Ora, se o ectoplasma está relacionado com a matéria que constitui o corpo humano, ele deve existir, também, nos minerais, nas plantas e nos animais em geral.

Esse ectoplasma dos animais, dos vegetais e dos minerais não deve ser igual, em termos de “complexidade”, ao ectoplasma existente nos seres humanos.



O ectoplasma mineral é, em princípio, o mais simples. Nos vegetais, que se alimentam principalmente de materiais inorgânicos, ele se apresenta de modo relativamente mais complexo, isso pode ser admitido uma vez que ele foi “trabalhado” por elas a partir do material inicial.







Nos animais, que se alimentam de produtos minerais, vegetais e mesmo outros animais, o ectoplasma deve adquirir uma maior complexidade.



Certamente em função da espécie de vegetal ou animal, haverá qualidades diferentes de ectoplasma.

Esta dedução é fácil de ser feita, uma vez que, ao que se sabe, o ectoplasma não humano não é suficiente, ou adequado, para a realização de fenômenos físicos e de materialização.



Se fosse, esses fenômenos ocorreriam livremente pela manifestação de espíritos desencarnados.

Haveria interferência direta dos desencarnados no mundo dos encarnados, criando uma grande confusão.

Hernani Guimarães Andrade, no seu livro “Espírito, Perispírito e Alma”, propõe a existência dos seguintes tipos de ectoplasma:



1.ectomineroplasma, originário dos materiais minerais;



2.ectofitoplasma, quando extraído dos vegetais;



3.ectozooplasma, quando produzido pelos animais;



4.ectohumanoplasma, quando produzido pelos humanos.



Para efeito de simplificação de terminologia, no sentido de tornar o significado mais acessível às pessoas, podemos dizer apenas. ectoplasma:



- mineral,

- vegetal,

- animal,

- humano.



11.6 - O ECTOPLASMA É MATÉRIA?



Podemos definir matéria como:



- Tudo que é constituído pelos elementos químicos constantes da classificação periódica dos elementos químicos, além evidentemente dos próprios elementos e das partículas subatômicas.



- O que tem massa e energia, portanto o que estará sujeito à ação da gravidade, o que tem peso e, além disto, ocupa um certo volume no espaço.



- O que pode interagir fisicamente com outras porções da matéria através das reações químicas.



Algumas propriedades do ectoplasma:



- Ele está sujeito à ação da gravidade terrestre e interage fisicamente com a matéria do corpo humano.



- Nas fotografias vemos o ectoplasma saindo da boca do médium, como se fosse panos.







- Os fatos de o ectoplasma cair na direção do solo e de o espírito materializado, a partir do ectoplasma, estar junto ao chão são evidências de que este fluido está sujeito à ação da gravidade terrestre.





- Alguns autores que já estudaram o ectoplasma, em trabalhos de materialização e de efeitos físicos, verificaram a ação da gravidade sobre o ectoplasma através do uso de balança.



Podemos concluir, portanto, que o ectoplasma é matéria!...Podemos?

Este raciocínio nos leva a uma conclusão muito interessante: Parece haver alguma coisa que se comporta como se fosse uma matéria paralela à matéria que a química descreve. Em outras palavras, é como se houvesse um outro conjunto de elementos químicos coexistente com os conhecidos ou previstos pela química.É como se fosse possível estabelecer, pelo menos, mais uma outra Classificação Periódica.



11.7 - O ECTOPLASMA É UM COMBINADO DE SUBSTÂNCIAS?



Quando os espíritos desencarnados podem dispor dele em bastante quantidade, então o utilizam para a produção de fenômenos mediúnicos de efeitos físicos, após combinarem-no com outras substâncias extraídas do reservatório oculto da natureza.



11.8. COMO APRESENTA-SE O ECTOPLASMA?



O ectoplasma apresenta-se à visão dos desencarnados como uma massa de gelatina pegajosa, branquíssima e semilíquida, que se exsuda através de todos os poros do médium, mas em maior proporção pelas narinas, pela boca ou pelos ouvidos, pelas pontas dos dedos e ainda pelo tórax.



O ectoplasma, à feição do magnetismo, é energia disseminada e presente em toda a natureza que, por lei evolutiva, é mais apurada no homem do que no mineral, vegetal ou animal.









11.9 - COMO É PRODUZIDO O ECTOPLASMA NO SER HUMANO?



Deduzindo que os espíritos encarnados, em contato com a matéria, durante a encarnação, produzem o ectoplasma, podemos, a partir daí, tecer algumas considerações:



a) Se admitimos a existência do ectoplasma nos minerais, nas plantas, nos animais, etc., podemos entender de que, um dos ingredientes que forma o ectoplasma é originário dos alimentos.



b) Outro ingrediente provem do oxigênio que respiramos.



c) Ainda há outro ingrediente que é produzido no interior das células do nosso corpo físico.



O que ocorre é uma “transformação” desses ectoplasmas primários em ectoplasma humano.



Podemos concluir que o ectoplasma encontra suas matérias primas nos fluidos resultantes da alimentação, da respiração e da atividade celular do nosso organismo físico.

Agora, vem a questão, onde e quando ocorre o processo metabólico das reações químicas, físicas e biológicas entre os fluidos resultantes da alimentação, da respiração e da atividade celular que resultam no ectoplasma?



11.10 - ONDE SE FORMA O ECTOPLASMA NO SER HUMANO?



É difícil de afirmar com certeza, onde se forma o ectoplasma no ser humano.

A observação indica uma grande “movimentação fluídica” no abdome, na altura do umbigo.



Considerando-se, a observação acima, alguns pesquisadores admitem que se forma ectoplasma no aparelho digestivo através do metabolismo dos alimentos no corpo humano.



Outro lugar onde é comum se perceber que há uma quantidade grande de “movimentação fluídica” é no tórax. Para alguns estudiosos a produção de ectoplasma ocorre através da respiração (produzido no oxigênio).



Como a “Ciência Acadêmica” admite que esse fluido se forma no interior das células, muitos estudiosos concluem que o ectoplasma se forme por todo o corpo, a nível celular, embora em quantidades e qualidades diferentes.



O sangue pode carregar o ectoplasma até os pulmões, onde se libera para ser eliminado, da mesma forma que o carbono resultante do metabolismo.



Entretanto, para os espíritos o ectoplasma trata-se de substância delicadíssima, que se produz entre o perispírito e o corpo físico e que serve de alavanca para interligar os planos físico e espiritual.





Isto nos leva a deduzir que os fluidos resultantes da alimentação, da respiração e da atividade celular são carreados através dos chacras gástrico e esplênico e transformam-se em ectoplasma no interior do duplo etérico. Poderíamos chamar isso como uma espécie de “metabolismo do ectoplasma”.



Vamos relembrar, não é o ectoplasma humano que exala do médium que é usado diretamente nas materializações ou nos fenômenos de efeitos físicos, é necessário combiná-lo com outros dois tipos de fluidos (espirituais e da natureza), para que obtenhamos o ectoplasma elaborado.







FENÔMENOS EFEITOS FÍSICOS - DUPLO ETÉRICO






11.11 - O DUPLO ETÉRICO LIGA O ESPÍRITO AO CORPO FÍSICO



Todo ser possui um “espírito”, que é o princípio inteligente do ser. Ele não tem forma determinada.



Todo espírito é envolto num “corpo espiritual”, também conhecido com o nome de perispírito ou ‘corpo astral’.

O corpo de carne de uma pessoa é “cópia” desse perispírito.







No entanto, para promover a ligação entre os corpos de carne e o espiritual é necessário admitir-se a existência de um outro corpo, que só os encarnados possuem, a esse corpo podemos chamar de duplo etérico.











11.12 - RELAÇÃO DUPLO ETÉRICO COM O ECTOPLASMA



O espírito é imaterial, no entanto, não é possível fazer essa admissão para o corpo espiritual, se ele possui forma, é porque é feito de algum tipo de matéria.

No entanto, não deve ser feito de ectoplasma, pois neste caso, os espíritos desencarnados não necessitariam dos encarnados para o obterem.

Assim, o duplo etérico, que existe apenas nos encarnados deve estar relacionado com o ectoplasma.









11.13 - O DUPLO ETÉRICO SERIA FORMADO DE ECTOPLASMA?



A hipótese mais provável é que o duplo etérico também seja constituído de uma espécie de matéria ectoplasmática.

Deste modo, o ectoplasma acumulado pelas pessoas poderia ser aquele escretado pelo duplo etérico,

isto é, aquele ectoplasma que não é necessário para sua constituição.



11.14 - ONDE SITUA-SE O ECTOPLASMA?



Segundo André Luiz, o ectoplasma está situado entre a matéria densa e a matéria perispirítica, assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo (duplo etérico), e é recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da Natureza.



Este tipo de raciocínio indica, novamente, a existência de outra matéria, “paralela” à que conhecemos e

o ectoplasma seria constituído por esta matéria.

Esta matéria seria coexistente com a matéria conhecida, porém, de uma densidade muito menor.



11.15 - O DUPLO ETÉRICO SERIA O RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DO ECTOPLASMA?



Em geral, nos trabalhos de efeitos físicos, o duplo etérico, ao se afastar do médium à sua esquerda, à altura do baço, torna-se um ponto de apoio para os espíritos desencarnados operarem com mais eficiência no limiar entre os mundos físico e o espiritual.



O duplo etérico é o responsável pela elaboração de ectoplasma e pela coordenação e transferência de fluidos nervosos do médium utilizados nos fenômenos de efeitos físicos.









É o mediador plástico e também o catalizador de energias mediúnicas, aglutinando-as de modo a servirem, ao mesmo tempo, entre o mundo físico e o plano oculto.



11.16 - MATERIALIZAÇÕES PARCIAIS OU COMUNS



Nos fenômenos de materialização completa o médium entra em transe cataléptico e o duplo etérico se separa do perispírito e nas materializações parciais não é necessário o médium entrar em transe cataléptico.

Existem materializações que se apropriam somente do ectoplasma do médium, sem o envolvimento com o seu duplo etérico.

Neste caso se conseguem materializações comuns ou parciais, porque não existe ectoplasma suficiente para a materialização completa, apenas é materializado alguma parte do Espírito, como mão ou pé.



11.17 - MATERIALIZAÇÕES COMPLETAS OU SUBLIMADAS



Existem materializações de espíritos que se apropriam do ectoplasma do médium através do envolvimento direto com o duplo etérico do médium.



Neste caso o médium sempre estará em estado cataléptico.

As materializações são sublimadas ou completas, porque aparece todo o Espírito.



Para as materializações completas, onde aparecerá todo o espírito materializado é necessário grande quantidade de ectoplasma, neste caso é utilizado o próprio duplo etérico do médium para revestir o espírito que irá se materializar.



A matéria ectoplasmática é metabolizada no interior duplo etérico do médium, passando em seguida ao aparelho digestivo do corpo físico do médium através dos chacras esplênico e gástrico. Depois sobe saindo pela sua boca nariz e ouvidos, então o duplo etérico do médium começa a atrair o ectoplasma que vai se aglutinando ao seu redor, igual a imã quando atrai limalha de ferro.







Este se aglutina em volta do duplo etérico do médium formando uma espécie de escafandro emborrachado. O espírito que irá se materializar penetra dentro do duplo etérico do médium ficam como que um dentro do outro, e o duplo etérico do médium se transfigura adquirindo a forma do Espírito materializado.



ECTOPLASMA CONTAMINADO É DISSOLVIDO



Acontece, às vezes, que os próprios técnicos e protetores do médium resolvem dissolver no meio do ambiente a porção fluidica que poderia enfermá-lo na sua reabsorção orgânica. Reduz-se assim a cota



de líquidos orgânicos volatilizados e que se tornam nocivos a qualquer reaproveitamento, fazendo com que o médium, ao despertar sinta intensa sede e ingira certa quantidade de água para compensar a que é desperdiçada e que se faz necessária ao equilíbrio do seu corpo físico.



CUIDADOS PARA NÃO CONTAMINAR O ECTOPLASMA



Os trabalhos de efeitos físicos exigem um cuidadoso tratamento por parte dos espíritos operadores, pois o ectoplasma do médium é elemento fácil de ser contaminado pelos miasmas e certas tóxicos que invadem o ambiente devido à imprudência ou descaso de alguns freqüentadores dos trabalhos mediúnicos. Essa matéria viva do próprio médium pode ser empregada para fins proveitosos quando, pela sua vontade, este admite a intromissão dos espíritos amigos e benfeitores;



no entanto, caso se trate de criatura desregrada, os espíritos inferiores e malévolos podem assenhorar-se dessa energia acionável pela vontade desencarnada, causando perturbações nos trabalhos de efeitos físicos, ou mesmo fora do ambiente mediúnico.







sexta-feira, 20 de abril de 2012

Tudo sobre o Tabuleiro Ouija






Origem

O princípio em que se baseia o tabuleiro Ouija ficou conhecido depois de 1848, ano em que duas irmãs norte-americanas, Kate e Margaret Fox, supostamente contactaram um vendedor que havia morrido anos antes e espalharam uma febre espiritualista pelos Estados Unidos eEuropa. Há também indícios de que o princípio teria sido aperfeiçoado por um espiritualista por volta de 1853, chamado M. Planchette que teria inventado o indicador de madeira que é utilizado até hoje.

Explicação


Explicação científica

Cientistas e céticos em geral atribuem o funcionamento do tabuleiro Ouija ao efeito ideomotor. Segundo eles, as pessoas participantes da sessão involuntariamente exercem uma força imperceptível sobre o indicador utilizado, e a conjunção da força exercida por várias pessoas faz o objeto se mover. O físico inglês Michael Faraday realizou experimentos que provaram que movimentos inexplicáveis (nesse caso, das mesas girantes) atribuídos a fontes ocultas eram na verdade realizados pelos participantes dos experimentos
mágico ilusionista e cético americano James Randi cita em seu livro An Encyclopedia of Claims, Frauds, and Hoaxes of the Occult and Supernatural que, quando vendados, os participantes do tabuleiro Ouija não conseguem produzir mensagens inteligíveis


Explicação espiritualista

Alguns espiritualistas que acreditam que é possível fazer contato real com o mundo dos mortos argumentam que vendar os olhos dos participantes da mesa prejudica suas supostas capacidades mediúnicas. A idéia que fundamenta o argumento é que o espírito utilizaria os sentidos do participante durante as sessões. A maioria dos adeptos dessa teoria acredita que o tabuleiro não tem poder em si mesmo, servindo apenas como ferramenta para o médium se comunicar com o mundo dos espíritos


Críticas

Além das tradicionais críticas dos céticos, o tabuleiro Ouija também é criticado entre os espiritualistas. O famoso Edgar Cayce declarou-os perigosos. Críticos avisam que maus espíritos poderiam enganar os participantes e possuí-los espiritualmente.
No meio especializado, há diversos avisos contra o uso do tabuleiro por pessoas desavisadas. Há também notícias de tablóides relatando casos de suposta possessão demoníaca em decorrência de sessões envolvendo espíritos malignos
Igreja Católica é crítica com o tabuleiro e a brincadeira do copo, assim como as experiências de seus fiéis na busca pelo contato com os mortos, em geral. A recomendação dos padres é que os fiéis se mantenham distantes de participações nesse tipo de evento .
Da mesma forma, Igrejas Evangélicas costumam acusar essas práticas como "brincadeiras com demónios" 

doutrina espírita orienta n'O Livro dos Médiuns que estas práticas devem ser evitadas uma vez que, normalmente, são utilizadas para curiosidades em geral e perguntas vãs apenas, longe da seriedade exigida no intercâmbio com a espiritualidade benfeitora, e, dessa forma, é mais provável a presença de espíritos levianos e zombeteiros, sem nenhum interesse com a verdade e com a dignidade, do que espírito bons e esclarecidos comprometidos com a divulgação das propostas morais e éticas da Vida.


Observações

O tabuleiro não necessita propriamente de ter um formato retangular, muitos tabuleiros de Ouija são em formato circular. Em vez do ponteiro, pode utilizar uma moeda ou um copo de vidro, sendo este último não aconselhável devido ao facto do espírito poder vingar-se utilizando o copo, precisamente por este ser de vidro.




segunda-feira, 5 de março de 2012

Número da Besta (666)




Número da Besta, Marca da Besta, 666, seiscentos e sessenta e seis ou ainda meia-meia-meia, é, de acordo com a tradição cristã, um número correspondente ao sinal da Besta.

Os manuscritos gregos (na realidade cópias de um protótipo que, ainda que outros discutem a originalidade, foi escrito em Hebraico) não escrevem a frase literalmente como seis-seis-seis (três palavras gregas para seis em uma série — εξ εξ εξ) mas como χξϛ´ (ele é 666 em forma numérica grega) ou algumas vezes seiscentos e sessenta e seis (grego: ἑξακόσιοι ἑξήκοντα ἕξ)

O texto grego de Codex Alexandrinus do Novo testamento recita:

Ὧδε ἡ σοφία ἐστίν• ὁ ἔχων νοῦν ψηφισάτω τὸν ἀριθμὸν τοῦ θηρίου, ἀριθμὸς γὰρ ἀνθρώπου ἐστίν• καὶ ὁ ἀριθμὸς αὐτοῦ ἑξακόσιοι ἑξήκοντα ἕξι. .
Hōde hē sophia estin; ho echōn noun psēphisatō ton arithmon tou thēriou, arithmos gar anthrōpou estin; kai ho arithmos autou hexakosioi hexēkonta hex.

Na Vulgata, ou Bíblia latina

Hic sapientia est. Qui habet intellectum, computet numerum bestiae. Numerus enfim hominis est, et numerus eius est sescenti sexaginta se

A PROFECIA

"E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender , senão aqueles que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, porque é número de homem; e seu número é seiscentos e sessenta e seis"

ORIGEM

Introdução

A origem da profecia está associada ao trecho das Escrituras Sagradas Judaico-Cristã (o termo Judaico-Cristão é apropriado para caracterizar o conjunto de livros composto pelo Velho Testamento e Novo Testamento; a Bíblia Sagrada dos Cristãos), mais precisamente no Livro de Apocalipse (Livro de Revelações escrito por João Evangelista), no capítulo 13. O livro de Apocalipse trata de revelações dadas pelo Deus Bíblico, relatando acontecimentos proféticos de um determinado período do tempo da história, a saber, o último período da contagem dos dias antes do fim dos tempos. Sua essência foi usada como fonte de superstições no decorrer da história.

A associação do tipo de marca tratado em Apocalipse 13 faz ênfase ao costume comum de se marcar aquilo que lhe é de propriedade. Emblemas feitos a ferro e aquecidos ao fogo são usados para marcar e identificar animais de porte econômico como gados, cavalos, etc. Uma associação provável do uso de marcas em homens está relacionada à téssera, sinal marcado sobre os escravos romanos. Deste modo, o autor do Apocalipse estaria associando o uso de um sinal aparente, a marca da Besta, a um controle de escravização do homem, através de um sistema social, político, econômico e religioso (Apocalipse 13:16-17)

O número 6 das bestas-feras e o número de homem

"Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, porque é número de homem; e seu número é seiscentos e sessenta e seis." (Apocalipse 13:18)
O número chave que compõe a expressão "seiscentos e sessenta e seis" é o número 6 (seis), que aparece de forma triplice na sua forma descritivamente numérica: 666.

"E disse também Deus: Produza a terra seres vivente, conforme a sua espécie: animais domésticos, réptes e bestas-feras, segundo a sua espécie. E assim se foi. E fez Deus as bestas-feras, segundo a sua espécie,e os animais domésticos segundo a sua espécie,e todos os réptes da terra conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom.

Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se rastejam pela terra... E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom; houve tarde e a manhã, o dia sexto" (Gênesis 1:24-26,31)

A primeira aparição bíblica que leva a citação ao número 6 aparece no livro de Gênesis. Em Gênesis capítulo 1, no trecho b do versículo 31, lê-se: "e foi a tarde e a manhã: o dia sexto". Perceptivelmente, durante o processo da criação dos seres viventes que estão enquadraros ao período do dia sexto da Gênesis, entre outras criaturas, aparecem: as bestas-feras (Gênesis 1:24) e o próprio homem (Gênesis 1:26).


666 e a trindade satânica
"E da boca do dragão, e da boca da Besta, e da boca do falso profeta vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs, porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para a batalha, naquele grande Dia do Deus Todo-Poderoso" (Apocalipse 16:13-14)
No Apocalipse, todo o complexo dado para a formação da profecia do fim dos tempos possue uma estrutura revelada em forma de uma trindade: o dragão, a besta e o falso profeta; mas também tem um número: "666". Visto que 6 é o número do homem, pois foi criado no sexto dia por Deus (Gênesis 2:26-31) e que 3 é o número de Deus por ser três pessoas em uma, a trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Sendo assim, três vezes seis deve referir-se a um homem que se apresenta como se fosse Deus. Assim como os imperadores romanos e muitos outros, antes e depois deles, o Anticristo se julgará igual a Deus (2 Tessalonicenses 2:4).

A besta

Durante o decorrer da história, pessoas, organizações e mercadorias acabaram por receber o atributo de serem manifestações da Besta por possuírem um perfil apologético, não só em relação ao número referenciado, mas também por terem um perfil com índole maquiavélica, soberba e profana, segundo referências em costumes de cunho cristão. Um exemplo é dado pelos estudiosos que editaram uma versão da Bíblia chamada "Bíblia de Jerusalém" (ISBN 85-349-2000-1), que atribuem a Nero o Número da Besta a que se refere João em Apocalipse, já que em grego e em hebraico eram atribuídos valores numérico às letras segundo o lugar que elas ocupavam no alfabeto, coincidindo a quantificação do nome de Nero (César-Neron) com o número; e, juntando o fato de que os cristãos, na época em que foi escrito o Apocalipse, viriam a sofrer sangrentas perseguições por parte de Roma e do Império romano. Tal conclusão, porém, não representa o entendimento unânime entre as Igrejas Cristãs, que entendem que o conteúdo tratado por João Evangelista são de acontecimentos futuros (PROFECIAS) à época da transcrição do Apocalipse.

Segundo estudiosos, o mencionamento bíblico faz referências a duas bestas: a Besta que sobe do mar (versículo 13:1a) e a Besta que sobe da terra (versículo 13:11a); dando ênfase à duas atividades distintas de uma mesma manifestação proposital. Um monstro com várias cabeças, adornada com chifres e diademas, que se ergueria no cenário profético impactando aqueles que se deparam com tal profecia.

A besta que subiu do mar

"Então vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças nomes de blasfêmia." (Apocalipse 13:1)
Pesquisadores da profecia, em revelação apocalíptica sobre a Besta, levam a crer que as revelações sejam um sistema burocrático e político de escala mundial. Uma organização de um poder onde dois grupos: pessoas de cargos e supostos estandartes; são bíblicamente referenciados por palavras chaves como: cabeças, chifres e diademas (versículo 13:1a), e, leopardo, urso, leão e dragão (versículo 13:2); respectivamente.

A besta que subiu da terra

"E vi subir da terra outra besta, tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como dragão." (Apocalipse 13:11)
Pesquisadores bíblicos costumam afirmar que, neste trecho, esta segunda etapa da revelação da Besta levaria a um personagem bíblico identificado pelos estudiosos como o Anticristo (1ª João 2:18), que se exautará como Deus e exigirá ser adorado como tal. As palavras chaves aqui são: cordeiro e dragão. As interpretações aqui dadas dão ênfase à palavra cordeiro com a intenção de pôr-se semelhante ao Messias, o Cristo, que também é chamado de

"O Cordeiro de Deus" que tira o pecado do mundo; e a palavra dragão como um complemento profético distinguindo-o como uma espécie de "Messias do Diabo", já que a palavra Dragão o próprio Apocalipse dá o seu significado: "E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo" (Apocalipse 12:9).
Este trecho revela o surgimento de um suposto remidor (cordeiro) que fará oposição (dragão) a Cristo, e exigirá ser adorado, e sua adoração acarretaria em total idolatria, gerando a desqualificação do Deus bíblico (1ª João 2:22; 1ª João 4:3; 2ª João 1:7), acarretando a condenação perpétua do indivíduo que a tal criatura adorar (Apocalipse 14:9-11).

O Anticristo

Será alguém que pretenderá ocupar o lugar de Cristo, opondo-se a Ele (1ª João 2:18; 2ª João 7; Apocalipse 13:1-2). Muitas de suas atividades são citadas em profecias no Velho Testamento. Chamado de "O Assolador" (Daniel 9:27 e 12:11), terá seu foco no oriente médio, em especial, Israel e Jerusalém, onde estabelecerá uma aliança de paz com as nações vizinhas e onde fará a sede do seu governo mundial. Segundo as profecias bíblicas, seu governo terá dois períodos: um de paz (Ezequiel 38:8) e outro de traição e guerra (Ezequiel 38:10-12,15-16). Cada período durará três anos e meio, formando um total de sete anos de governo.

Ascensão ao poder

O Anticristo será um homem que surgirá em meio às crises mundiais existentes, de forma que sua aparição surpreenderá o mundo. Seu governo se tornará, em um curto espaço de tempo, num forte governo mundial unificando com sucesso todos os blocos de relações econômicas e políticas existentes no momento. Com a finalidade de trazer a paz, será reconhecido e aceito, e combaterá as crises mundiais implantando um largo sistema de integração financeira: o sistema 666 de compra e venda (Apocalipse 13:16–18). Neste momento, com o auxílio de um "deus estranho" (Daniel 11:39, Isaías 14:12), exaltará a si próprio como sendo o "Cordeiro de Deus" que tira o pecado do mundo e exigirá ser adorado como Deus, declarando-se então ser o Messias de Israel (Daniel 11:36). Será então que, perseguirá todo aquele que, na Terra, não se curvar a ele para adora-lo como Deus, manifestando-se ser o que a Bíblia chama de "O Filho da Perdição" (2ª Tessalonicenses 2:3), o então Anticristo. Descumprirá o seu tratado mundial de paz e estabelecera então a guerra. Se voltará contra Israel e Jerusalém no lugar do antigo templo, para lá pôr o trono do seu governo mundial (Daniel 11:31).

A queda

"E da boca do dragão, e da boca da Besta, e da boca do falso profeta vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs, porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para a batalha, naquele grande Dia do Deus Todo-Poderoso... E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom... Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, eleitos e fiéis" (Apocalipse 16:13-14,16; 17:14)
Vulgarmente conhecida por muitos como a 3ª Guerra Mundial, a Batalha do Armagedom terá como principal foco a nação de Israel, onde as nações de todo o mundo, sob a representação do governo do Anticristo, pressionarão Israel e, com o pretexto de que Israel não reconhecera o Anticristo como autoridade divina, sitiará grande exército ao redor da nação para guerrear contra Israel. Segundo profecias citadas na bíblia, o Deus de Israel intervirá na guerra a favor da nação de Israel enviando a Jesus Cristo que Israel antes não reconhecera como o Messias. Nesta ocasião, Israel o verá e reconhecerá a Jesus Cristo como o tal.

O sistema 666 de compra e venda

"E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome... e o seu número é seiscentos e sessenta e seis." (Apocalipse 13:16-18)
Com o passar dos tempos, este trecho da revelação do Apocalipse vem tomando forma, mostrando que o cumprimento de tal profecia está em evidência e em estado bastante avançado para os dias atuais. O primeiro aspecto a se analisar é a ascensão de um sistema de compra e venda diferenciado do convencional, indicando que o dinheiro em espécie, como fora usado durante muito tempo, sairá de circulação. O surgimento de um suposto "sinal" fará a substituição do dinheiro.

Instituições financeiras
À medida que o tempo avança, os grandes centros financeiros vão, aos poucos, substituindo suas formas de transação financeira. Os bancos vão, cada vez mais, adotando sistemas de automação capazes de substituir por completo o dinheiro em espécie.
Com o avanço tecnológico, hoje é capaz de criar gerenciamento monetário digitalmente, utilizando os cartões eletrônico que mantém um controle financeiro sem a utilização da cédula monetária. A modernização de bancos por computadores e a utilização de protocolos de comunicação como os da internet, junto com a utilização de sistemas de sinais de comunicação sem fio (Sinais de ondas sonoras e magnéticos, satélites, Redes WiFi, bluetooth, etc.), estão cada vez mais aproximando o fluxo de transação financeira de todos os cidadãos aos relatos proféticos da bíblia.

Codigo de produtos industrializado

Com a industrialização do comércio, surgiu a necessidade de se criar uma identificação para os produtos comercializáveis. Esta identificação, representada por uma estrutura de série numeral ou alfanumérico, atribui ao produto algumas características sobre, por exemplo, a origem de fabricação e o lote do produto.
A partir da criação desta identificação, veio o avanço computacional no sentido de melhorar o manuseio destes codigos pelos seus fornecedores e revendedores. Várias formas de utilização de codificação e leitura foram desenvolvidos. O Código de Barras é hoje a mais amplamente usada no momento onde, na aplicação comercial, encontra-se um leitor ótico de barras. Na utilização das barras, ficou definido as barras laterais e uma barra central como códigos de controle com valores de codificação com o número 6, dando ênfase a formação do código '6-6-6' sobre os codigos dos produtos comercializados. É bem provável que esta tecnologia possa ser substituida por uma outra tecnologia ainda mais sofisticada, no sentido de aprimorar o controle de produtos industrializados e descartando, assim, o uso deste sistema de codificação em barras.

Internet Protocol Version 6 (IPv6) e o 666

A principal tecnologia de troca de informação está, atualmente, voltada para a internet. Com a criação da internet, os meios de compartilhamento de informação tem se convergido para os protocolos de comunicação TCP e IP, formando, assim, o conhecido entre muitos profissionais e usuários de redes de computadores: o protocolo TCP/IP. Está previsto uma ampliação na estrutura IP de endereçamentos de pontos lógicos de conexão através de uma nova versão do protocolo IP, que atualmente utilizando a versão 4 (tecnicamente conhecido como IPv4). Esta atualização é chamada de IPv6. A Internet Society, responsável pela definição dos padrões de uso da internet, está prevendo a mudança definitiva para o novo protocolo para o dia 06 de 06 (junho) de 2012.[6]

Profecia e revelação

A aparição do número da Besta marca na história bíblica o início da rebeldia completa de um povo ou nação pela representação de um governo mundial, o governo do Anticristo. O número da Besta representa a falsa adoração, ou seja, a idolatria ao Anticristo. No final terminará com o 666 (ou a vinda do Anticristo), aquele que deseja ser como o "Deus salvador", mas só Jesus Cristo salva. A Profecia visa levar ao ser humano o entendimento das coisas futuras que irão acontecer, para que quando vierem a acontecer o cristão não seja pego de surpresa, deste modo, no começo do Apocalipse, o escritor recebe a mensagem do Anjo para dar ao seus servos, e estes servos são o povo deste Deus verdadeiro, o Deus de Israel.

Mistério: A Grande Babilônia

"E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição; E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra." (Apocalipse 17:3-5)


Fornalha Ardente do Rei Nabucodonosor. Daniel 3.

No modelo Bíblico, Deus está no governo de todas as coisas. Mas o homem sem o conhecimento pleno do governo de Deus, procura para si um governante que lhe traga direção sobre os rumos que uma nação deva tomar. Porém, esse modelo não fora o planejado por Deus, pois o homem não pode instituir para sí leis e governantes.

A Bíblia revela que em determinado momento, o povo israelita (nação escolhida para proclamar o Reino de Deus) pede para que se institua um governante, um rei que governe sobre o povo. E Saul, contra a vontade de Deus, foi escolhido pelo povo para ser o primeiro rei sobre Israel. Saul reinou, mas, falhou perante Deus instituindo leis que não se enquadravam com as Leis dadas a Moisés, pois as leis dos homens não são as Leis de Deus.
Vendo Deus a pouca fé do povo, procurou instituir um ungido (escolhido por Deus) para reinar sobre Israel, e assim o fez com David, filho de Jessé, descendente da tribo de Judá, um entre os doze filhos de Jacó (as doze tribos de Israel). Assim, David e sua descendêcia formaram a linhagem dos reis de Israel, mas Deus sempre julgando seus reis segundo as Leis de Deus dadas a Moisés, e não segundo as leis dos homens.

O modelo bíblico é o modelo de governo de David (no qual Jesus Cristo é descendente), ao qual todo o povo é sujeito as Leis de Deus e adoração ao seu Criador. Mas o modelo de governo do Anticristo é retratado na Bíblia (em paralelo ao reino de Saul), como o governo da Babilônia que, sem reconhecer o Deus da Bíblia como o verdadeiro Deus, arquiteta leis próprias, criando e servindo a deuses estranhos, fazendo com que o povo seja sujeito as leis de homens e não as Leis de Deus, acarretando assim o estado de escravidão de um povo ou nação, pois o Deus bíblico não permite a opressão do seu povo quando pode ocorrer a privação da livre adoração ao Deus verdadeiro.

A Estátua do rei da Babilónia

No trecho bíblico referente a época da Babilônia, temos o relato de Daniel sobre a exaltação do governo da Babilônia como forma de instituição de uma Religião mediante o governo de Nabucodonozor. Uma estátua foi erigida para adoração, na qual possuía medidas de 60 covâdos de altura e 6 covados de largura, a simbologia numérica babilônica é representada como: 6 = Deus Menor, 60=Deus Maior e 600=Panteão, a estátua por ser de Ouro representava o panteão, assim, a somatória simples de 600+60+6 é o resultado de 666 ou Seiscentos Sessenta Seis.[7] Assim, o estado pode obrigar a morte ou a privação completa de direitos aqueles que não cumprirem o que foi ordenado por Lei. Neste momento, um trecho profético à imagem da Besta é formada.

Superstições aos números

Os números 13 e 666 retêm um significado peculiar na cultura e psicologia das sociedades ocidentais. É perceptível como muitos tentam evitar os supostos números de "azar" 13 e 666; e as fobias a esses números são chamadas de "triscaidecafobia" e "hexacosioihexecontahexafobia", respectivamente. Por exemplo, quando a gigantesca fábrica de CPU Intel introduziu o Pentium III 666 MHz em 1999, eles escolheram para o mercado o Pentium III 667 com o pretexto de que a velocidade 666,666 MHz teria mais específicamente proximidade ao inteiro 667 do que o inteiro 666 MHz. Curiosamente, também, da mesma forma a empresa desenvolvedora de softwares Corel, ao lançar o que seria a versão 13 do seu conjunto de ferramentas para editorações gráficas, os lançou batizando-os de CorelDraw Graphics Suite X3, que é a versão 13 e posterior a versão 12, caracterizando assim sua superstição ao número. Na F1 podemos destacar também que não existe um carro com o número 13, sendo pulado do 12 para o 14.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Incubus e sucubus




A palavra incubus vem do latim e significa “aquele que está acima”. A palavrasuccubus também é latina e significa “aquele que está embaixo”. Os incubieram considerados demônios que infestavam as mulheres, enquanto que ossuccubi corrompiam os homens.
Vale notar a intervenção patriarcal em tais significados.
A crença na possibilidade da relação sexual entre um ser espiritual e um homem ou mulher mortais é muito antiga e conhecida no mundo todo.
Na mitologia grega, tais amores estranhos geralmente eram chamados de semideuses. Com a chegada do Cristianismo, porém, o assunto acabou ganhando um aspecto muito mais sombrio, especialmente pelo fato de a Igreja Católica dar tanta ênfase ao pecado cometido pelos mortais e às suas punições. O incubus e o succubus eram ambos considerados demônios, então.

Muitos sacerdotes discutiam sobre a natureza dos incubi e dos succubi e do pecado envolvido em um possível acasalamento com eles. Muitos afirmavam que o demônio (muitas vezes chamado de assexuado) ora se transformava em um, ora em outro, para assolar tanto homens quanto mulheres.
De fato, o argumento utilizado por sacerdotes cristãos era o de que o demônio era muito perspicaz e depravado sexualmente, e que desta forma poderia receber o sêmen de um homem (agindo como um succubus) e, na mesma noite, transmití-lo a uma mulher (agindo como incubus).
No entanto, outros sacerdotes diziam que era impossível a geração de frutos a partir dessas uniões, e declaravam que seu único propósito era o de fazer homens e mulheres desfrutarem do sexo, para sua condenação.
Havia também a teoria de que o demônio poderia sim, gerar filhos, e a própria história do “anticristo” é a de que ele teria sido gerado por um demõnio com uma bruxa. O filme ‘O Bebê de Rosemary’ é um bom exemplo contemporâneo desta afirmação.

A ideia da amante do demônio chamou a atenção de muitos escritores, um dos quais, Joris-Karl Huysmans, tratou-o com um discernimento mais amplo do que a maioria, em sua brilhante a assustadora visão, ‘La-Bas’. Huysmans começou nesse livro a dar uma figura do satanismo praticado na cidade de Paris de seus dias, na década de 1890. A maior parte do que ele escreve é baseada em fatos.
Seu herói é seduzido e acaba tendo um caso amoroso com uma jovem mulher casada, que é uma satanista secreta. Ela se vangloria, diante dele, de um estranho poder que ela possui. Se existe um homem que ela deseja, tudo o que ela tem que fazer é pensar nele fixamente antes de dormir, para conseguir desfrutar da relação sexual com ele em seus sonhos.
Segunda ela, esse poder foi-lhe dado pelo Mestre Satanista, um padre destituído. Mais tarde, ela leva seu amante a uma Missa Negra realizada pelo ex-padre mas, enojado, ele se prepara da má influência dela.
O que é interessante neste relato de copulação com os incubi é que ele ecoa uma outra explicação muito mais antiga, e parece ser improvável que Huysmans soubesse dos fatos, já que ela vem da Inglaterra.

Na antiga peça de Thomas Middleton, The Witch, da qual Skakespeare cita a canção “Black Spirits”, usada em ‘Macbeth’, uma das bruxas é forçada a dizer:
Que homem jovem podemos desejar nos dar prazer,
Mas de quem desfrutamos em um incubus?
A maior parte da doutrina das bruxas de Middleton foi tirada do livro ‘Discoverie Of Witchcraft’, de Reginald Scot, no qual ele descreve os efeitos dos ungüentos das bruxas:
“Dessa forma em uma noite de luar elas parecem ser levadas pelos ares, em festa, cantos, danças, beijos, carícias e outros atos de relação sexual, com jovens que elas tanto desejam e amam”.


Não há menção do ungüento das bruxas no ‘La-Bas’, mas a possibilidade dessas experiências por meio da pura auto-sugestão não parece de forma alguma difícil demais de ser feita. Algumas bruxas americanas fazem uso de um ungüento chamado toloachi e dizem que as mulheres que o usam “não têm necessidade de homens”. Sua composição é secreta e aparentemente alucinógena, mas um ingrediente principal é a Datura Tatula, uma planta parente do estramônio.
Esse específico tipo de alucinógeno, ou experiência em sonho, parece ser a verdadeira base de todas as histórias sobre os incubi e os succubi, sem precisar de nenhum recurso de diabos ou demônios.

O tema da relação sexual com o demônio, ou com uma amante do demônio, geralmente acontece nas confissões extorquidas das bruxas e lidas durante seus julgamentos em tempos antigos. É claro que muitas das “confissões” eram forçadas, e em muitos casos as pessoas eram torturadas para confessar aquilo que seus acusadores exigiam.
Em muitos dos antigos relatos de relações sexuais entre os incubi e ossuccubi e os seres humanos, a ênfase é colocada no intenso prazer advindo desss abraços. Depois de 1470, porém, os relatos compilados por caçadores de bruxas começaram a mudar sua atitude e história horríveis e nojentas passaram a ser contadas, sobre como a relação com o demônio era repulsiva e agonizante.

Assim, exigia-se que as bruxas acusadas sob tortura concordassem em afirmar que todos os aspectos sexuais eram repulsivos, fazendo com que as imaginações causadas pelas idéias de um sexo afrodisíaco não pudessem jamais acontecer.
Os autores do ‘Malleus Malleficarum’ estavam interessados nos detalhes de tais relações sexuais, é claro. Esse livro foi publicado pela primeira vez em 1486 e durante muitos anos foi o manual oficial da perseguição das bruxas. Seus autores sacerdotais nos dão uma descrição menos desagradável de tais copulações, o que mostra a possível natureza auto-sugestiva de tais relatos.
Eles dizem que em todos os casos dos quais eles tiveram conhecimento, o demõnio sempre apareceu de forma visível a uma bruxa. “Mas com relação a qualquer espectador, as próprias bruxas sempre foram vistas deitadas de costas nos campos ou nas florestas, nuas até o umbigo, e parece estar claro a partir da disposição do tronco e dos demais membros que fazem parte do ato venéreo e do orgasmo, assim como também da agitação de suas pernas e das coxas, que, embora totalmente invisível aos espectadores, elas estavam copulando com os demônios incubi, apesar de que, às vezes, isso fosse raro, mas no final do ato um vapor muito escuro, com a altura aproximada de um homem, aparecia suspenso no ar levantando-se do corpo da bruxa”.

Considerando-se a atmosfera da Idade Média, quando o prazer sexual era equacionado com o pecado e a ignorância, a superstição e a regressão, controlando as mentes das pessoas, cenas como essas eram totalmente compreensíveis sem a intervenção de quaisquer “demônios”, exceto aqueles que existiam nas mentes dos participantes, tanto das mulheres como dos “espectadores” escondidos.
Relatos das relações de homens com os succubi são menos freqüentes e, quando aconteciam, muitas vezes seguiam padrões das histórias dos incubi. Osuccubus toma a forma de uma linda mulher, mas sua vagina é fria como gelo e, às vezes, seu amante vê suas pernas terminando em uma forma de patas partidas.

Mais uma vez, os relatos mais antigos dos succubi os apresentam como demônias bonitas e apaixonadamente atraentes, que apareciam para sacerdotes ou eremitas sagrados com o objetivo de tentá-los – uma aventura que na maioria das vezes era bem-sucedida.
Os relatos do corpo frio como o gelo do succubus parecem ser meramente imitados daqueles contos semelhantes dos incubi, pois a maioria das histórias dos succubi representa-os como sendo diabolicamente sedutores e atraentes, tomando a forma de cortesãs de prostitutas para tentarem os homens. Os relatos nunca falavam do momento da chegada desses demônios porque as pessoas só se davam conta de sua presença quando o ato sexual já estava em andamento.


O Lamiae e o Empusae da lenda pagã eram seres parecidos, e a origem da maioria dessas histórias parece estar presente nos sonhos eróticos que vêm para os homens à noite sem vontade consciente. Em sua maior parte, esses sonhos são prazerosos, mas se sentimentos de culpa e o terror do pecado faziam-se presentes, os fantasmas assumiam uma forma mais sombria, e o sonhador entrava nos reinos dos pesadelos.
Ao analisarmos todos esses fatos, o que podemos dizer é que aquela era uma época autoritária, de poderio máximo da Igreja, onde pecadores eram severamente punidos e humilhados. Assim, sentir desejo sexual ou mesmo ter orgasmos espontâneos durante os sonhos era considerado repulsivo na época. Desta forma, alegar que um ser do demônio tenha lhe visitado à noite era muito mais digno de compaixão que de condenação.
Da mesma forma, relatos de sacerdotes cristãos que se diziam tentados por belas mulheres, chamadas de demônios, ao nosso ver nada mais eram do que uma maneira de tentar safar-se da situação. Era muita mais fácil dizer que o demônio tinha atacado à noite do que dizer “uma mulher entrou aqui, fez sexo comigo e eu gostei”. Eles não podiam dizer isso e acabou tornando-se um pacto silencioso a crença em tais seres diabólicos.

Torna-se clara tal afirmação ao analisarmos alguns relatos da época, especialmente marcados pelo teor de uma sociedade patriarcal. O incubus, demônio masculino, tomava as mulheres porque elas eram bruxas, porque elas iam às florestas… Os succubi, por sua vez, pegavam o homem desprevinido, puro e inocente, e lhe tentavam. Naquela época, uma visão como essa tinha muito crédito, mas hoje em dia é engraçado e até absurdo ainda encontrarmos pessoas que defendam tais teses.

Incubi e succubi tornam-se, então, meras desculpas para justificar o comportamento humano natural de sentir prazer durante o ato sexual e de desejar outras pessoas, mesmo enquanto estamos dormindo, em sonhos. Tornam-se um bode expiatório da Igreja para condenar todos aqueles que possuem tais sentimentos, condenando-os como pecadores e acusando-os de manter relações com o próprio demônio.
Tornam-se uma desculpa de sacerdotes cristãos que desejavam outras mulheres mas não podiam, devido ao celibato. Tornam-se uma desculpa para justificar uma mulher grávida sem ao menos ser casada, especialmente se esta mulher fosse filha de alguém importante na época e que temia perder seu status social. Tornam-se desculpas para justificar um filho que não fosse parecido com o marido da mulher (transferência de sêmen através de tais seres?).

Enfim, as utilidades dos incubi e succubi eram diversas na época e até hoje tais crenças ficam incorporadas às mentes de algumas pessoas, relacionando sonhos sexuais a presença de espíritos ou mesmo em filmes aparentemente inconscientes como
‘O Bebê de Rosemary’.

Quando pensamos em crenças medievais, pensamos que se tratam de algo muito antigo e ultrapassado. Mero engano. Tais crenças ainda estão presentes em nossa sociedade, devido ao preconceito e à velha história de que “as pessoas não gostam de ler”. Apenas estudando, conhecendo e vivendo, aprenderemos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A música de trás pra frente – Mundo



Lenda


Esta surgiu em meados dos anos 80 embora tenha tido base em outras semelhantes que transcorreram por todos os anos 60 e 70 em outros países e acabou por servir de referência para filmes que utilizaram a história , a versão que ouví no início da década de 80 dizia que a banda criadora do Heavy Metal Rock o Led Zeppelin havia deixado uma oração satânica inserida dentro da música “Starway to heaven” mas que a úinca forma de se ouvir a tal oração era tocando a música de trás pra frente…este expediente foi também utilizado para criticar músicas da banda Black Sabath e até do cantor Alice Cooper nos EUA e Inglaterra contudo nunca teve tanta repecursão como no Brasil com essa música do Led, bem o que aconteceu é que não apenas milhares de religiosos gravaram a música em fitas cassetes e depois inverteram-nas para ouvir a tal oração ( e milhares juram até hoje que a ouviram mas não ousam repeti-la) como chegou até a ser mencionada na versão brasileira da série “Batman – A volta do cavaleiro das trevas”


http://www.youtube.com/watch?v=8BZ57-qJTPA